Críticas de Filmes

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segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Crítica: As Confissões (2016) *

Diretor: Roberto Andó
Elenco: Toni Servillo, Daniel Auteuil, Pierfrancesco Favino, Connie Nielsen

Sinopse: Acontece em um hotel da Alemanha uma reunião do G8. Um dos convidados é um misterioso monge italiano. Logo, todos começam a questionar o que o tal monge estaria fazendo em uma reunião sobre repleta de líderes mundiais que discutem uma nova política econômica.

🙈Meu Comentário:  Dispensável. Essa é a melhor definição para  "As Confissões", novo filme do diretor italiano Roberto Andò (Viva a Liberdade). A obra tenta se utilizar de um clima de suspense para conquistar o seu espectador, mas o resultado final é pífio. Sinceramente, achei o filme uma enorme perda de tempo.

A história é fraca, as atuações idem, principalmente relacionadas a cara de "paisagem" de Toni Servilho, e o elenco de apoio, que pouco contribui com o desenvolvimento da história. O filme tenta se firmar na discussão de importantes temas: economia, sociedade, humanidade e religião. Mas infelizmente, a boa vontade para nas intenções, não sendo complementada pelas ações monótonas da obra. 


Tudo é muito "fake" em todo o filme. As motivações, as atuações,as investigações, e principalmente, o desfecho. Para não dizer que não aprecio nada no filme, gosto do visual, da fotografia, mas ainda assim, e muito honestamente, não recomendo. 

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

CRÍTICA: As Tartarugas Ninja 2: Fora das Sombras (2016) *

Direção: Dave Green
Elenco: Megan Fox, Will Arnett, Laura Linney, Tyler Perry, Noel Fisher 

Sinopse: Auxiliado pelo dr. Baxter Stockman (Tyler Perry), o Clã do Pé planeja libertar o vilão Destruidor (Brian Tee) exatamente quando ele é transferido para a prisão. Após o plano de resgate ser descoberto por April O'Neal (Megan Fox), as tartarugas ninja entram em ação para impedi-lo - só que fracassam graças à iniciativa de Krang, um ser alienígena que planeja invadir a Terra.  Para enfrentá-los, as tartarugas contam com a ajuda de um novo combatente, o polícia Casey Jones (Stephen Amell).

Minha crítica: Apesar de ser superior ao primeiro filme da série, "As Tartarugas Ninja 2:Fora das Sombras" é igualmente dispensável. Não passa de mais um filme típico da "Sessão da Tarde", daqueles que não vale a pena ver de novo.

Resultando de uma combinação de comédia e ação, o problema do filme não é técnico, muito ao contrário, o diretor Dave Green, que somente havia dirigido anteriormente o desconhecido "Terra para Echo" (2014), faz a sua parte, mas sinceramente, a temática e o excesso de efeitos especias só torna a obra ainda mais desinteressante.


Totalmente filmado em live action, o filme é fortemente voltado para o público adolescente e fãs da história, senso assim, eu não me incluo em nenhuma das duas alternativas. Ele até tenta ser divertido e trazer elementos para se tornar mais cativante (diálogos repletos de humor, interessantes personagens coadjuvantes), mas As Tartarugas Ninja: Fora das Sombras não passa de um "passatempo" cinematográfico que custou milhões de dólares e que não apresenta nenhum conteúdo que o justifique.

sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Crítica: O Homem que viu o infinito (2016) *

Direção: Matt Brown
Elenco: Dev Patel, Jeremy Irons, Stephen Fry, Toby Jones

“O Homem que viu o Infinito” acompanha a história do jovem indiano Srinivasa Ramanujan, um gênio da matemática, totalmente autodidata, que vai estudar na Universidade de Cambridge. Lá se aproxima do professor G. H. Hardy, que acaba se tornando seu mentor. Ramanujan se tornaria um dos mais importantes matemáticos da história, sendo responsável por verdadeiras revoluções no conhecimento.

Apesar de a história ser interessante, o grande problema do filme é a forma que foi desenvolvida. Na realidade, “O homem que viu o infinito” lembra muito um telefilme. E apesar da boa premissa, a história perde o fôlego ao longo da obra. Talvez o maior responsável pelo seu fracasso seja o inexperiente diretor Matt Brown, que filma de forma convencional e o conduz com previsibilidade. 

As atuações de Dev Patel e Jeremy Irons são boas, e talvez seja a melhor coisa do filme, de resto, a obra tenta imitar, sem sucesso, o vencedor do Oscar de melhor filme “Uma Mente Brilhante” (2001), claro, com resultado infinitamente inferior.  
“O Homem que viu o Infinito” se perde dentro de um desenvolvimento previsível e uma direção preguiçosa. É um daqueles filmes que nem deveriam sair do papel, tamanha é sua falta de conteúdo.

Crítica: O Vale do Amor (2015) **

Direção: Guillaume Nicloux 
Elenco: Gérard Depardieu, Isabelle Huppert

 “O Vale do Amor” é dirigido por Guillaume Nicloux (A Religiosa) e brilhantemente protagonizado por Gérard Depardieu e Isabelle Huppert. O filme concorreu ao Palma de Ouro no Festival de Cannes em 2015, mas sem nenhum alarde. Além disso, foi indicado nas categorias de melhor ator e melhor atriz no César, o Oscar do cinema francês. 

Apesar das ótimas atuações de Depardieu (assustadoramente acima do peso) e Huppert, que interpretam personagens com o mesmo nome, “O Vale do Amor” falha ao se concentrar tão fortemente na relação dos protagonistas, tornando o espectador um “mero espectador”. Não há emoção, não há envolvimento, não há sentimento. O filme é frio e contemplativo, e perceptivelmente, a sensação é intencional. 

Seis meses após a morte do filho por suicídio, Isabelle e Gérard recebem uma carta comprovadamente atribuída a ele pedindo para irem ao Vale da Morte, nos Estados Unidos. Nela, ele afirma que aparecerá para os pais durante o roteiro que elaborou. Separados há anos, Isabelle e Gérard aproveitam o reencontro para discutir o passado, enquanto revivem a dor do luto.  
A obra deixa perceptível que ambos sabiam pouco sobre a vida do filho, suas motivações e sentimentos. Dessa forma, a viagem é uma forma de buscar respostas, uma nítida demonstração de arrependimento. 

“O Vale do Amor” une espiritualidade e fé, e o resultado é uma oba minimalista, irregular e entediante. Se não fossem as atuações dos protagonistas e as belas paisagens do Vale da Morte, a obra seria totalmente dispensável.

terça-feira, 6 de setembro de 2016

Ben-Hur (2016) ***

Direção: Timur  Bekmambetov
Elenco: Jack Huston, Toby Kebbell, Rodrigo Santoro, Morgan Freeman, Nazarin Boniadi, Ayelet Zurer, Pilou Asbaek

Comentário: Como competir com clássico filme de 1959? Normalmente os remakes são decepcionantes, e este, apesar de alguns pontos favoráveis, não foge a regra. Mas o Ben-Hur original é tão perfeito, que fica difícil qualquer comparação, já que estou falando de um dos meus filmes prediletos. 

O Ben-Hur original é um verdadeiro clássico, repleto de cenas marcantes (a corrida de bigas, a cena do telhado, confronto de Judah Ben-Hur e Messala, etc...). Além do mais, o filme conta com as excepcionais atuações de Charlton Heston, Stephen Boyd, Hugh Griffith, e acima de tudo, é dirigido com enorme competência por William Wyler, mas como comparar com essa nova versão?

Ben-Hur venceu em 1959 onze prêmios Oscar, incluindo melhor filme, melhor ator (Heston), Melhor ator coadjuvante (Griffith), melhor diretor e efeitos especiais. Além disso, foi premiado no Globo de Ouro e entrou para a história do cinema como um dos melhores filmes em todos os tempos. 

Mas qual a utilidade de se refazer uma obra única, praticamente irretocável? Atualização para um novo público, talvez. Arrebentar na bilheteria pegando carona no filme original, também. Mas nada explica essa refilmagem, que por pouco, muito pouco, não foi um verdadeiro desastre.

As grandes mudanças nessa nova versão de Ben-Hur começam em sua duração (o filme possui 2h 04 minutos, em relação ao original, que tinha a exorbitância de 3h 32 minutos), e continuam com algumas alterações pontuais na história. 

Judah Ben-Hur (Jack Huston) é um nobre judeu que prega a convivência harmoniosa com os soldados de Roma. Judah foi criado ao lado de Messala (Toby Kebbell), romano, e nesta versão, criado como irmão adotivo. Repleto de dúvidas, Messala decide ir a Roma para servir ao exército. Ao retornar a Jerusalém, acaba entrando em conflito com seu irmão e por uma péssima coincidência, sua família é acusada de traição e Judah condenado a escravidão. Em razão disso, ele segue uma sedenta busca de vingança contra Messala.

Um dos pontos interessantes da história de Ben-Hur é que os personagens são contemporâneos de Jesus Cristo, interpretado com qualidade pelo brasileiro Rodrigo Santoro. Sendo assim, ficção e realidade caminham juntas para conquistar o seu espectador.

O filme é dirigido pelo irregular diretor russo Timur Bekmambetov, que sinceramente, só funciona nas cenas de ação, de resto, falta emoção e qualidade a sua condução da “poderosa” trama. 

Bekmambetov havia dirigido anteriormente o cult "Guardiões da Noite"(2004)**; "O Procurado"(2008)**, com Angelina Jolie e Morgan Freeman; e o fraquíssimo Abraham Lincoln: Caçador de Vampiros(2012)*. 

Talvez o mais grave problema do filme seja as atuações e a escolha do elenco. Jack Huston e Toby Kebbell, protagonistas do filme, não possuem carreira nem carisma para papeis tão fundamentais. Outro ponto defeituoso, o prelúdio do filme é muito ruim, só melhorando nos dois últimos atos, graças é claro, as ótimas cenas de ação e também as mais clássicas da história.
Apesar da boa qualidade técnica da obra, em vários momentos a minha sensação era de um filme “fake”. Tanto nas atuações, quanto na condução do enredo. Mas, pouco a pouco o filme foi me conquistando, até o momento em que “embarquei” de vez nessa emocionante história. Vibrei com a corrida de bigas, torci em cada momento de superação de Ben-Hur e me emocionei com o seu final clássico, assim como, as interações entre o personagem e Jesus Cristo.

Essa nova versão de Ben-Hur está a anos-luz da obra original, mas a história central é tão intensa e impressionante, que fica difícil o espectador não se identificar com as personagens e se encantar com sua história, uma das mais belas e poderosas que o cinema já produziu.

sábado, 27 de agosto de 2016

Negócio das Arábias (2016) **

Direção: Tom Tykwer
Elenco: Tom Hanks, Alexander Black, Sarita Choudhury

Comentário: Negócios das Arábias se resume a Tom Hanks, simplesmente isso. Existe ator mais carismático que Tom Hanks? Exageros à parte, seu carisma é enorme, assim como sua capacidade de se adaptar a certos roteiros. E pensando no filme, apesar de fraco, Hanks conduz seu personagem com todos os méritos possíveis. Então foi uma atuação premiável? Que nada. Muito longe disso. Mas te garanto que foi realizada com a competência de sempre.

O filme é muito estranho. Começando pela direção de Tom Tykwer, diretor que ganhou notoriedade com o ótimo “Corra, lola, Corra (1998)****, mas que depois não realizou nada de bom, inclusive ao se envolver com os irmãos Lana e Lilly Wachowski, realizadores de “Matriz”(1999)*****, no decepcionante “A Viagem”(2012) – outro filminho esquisito!

Negócio das Arábias é basicamente uma comédia, repleta de boas intenções, mas que possui um roteiro confuso e mal desenvolvido. O filme até que conseguiu prender minha atenção, mas quase que considerei a ocasião uma pura perda de tempo.

Tom Hanks interpreta um negociante falido que procura recuperar suas perdas financeiras em um grande negócio na Arábia Saudita, especificamente, envolvendo uma transação com o monarca local, que está construindo um enorme complexo no meio do deserto.

Mas tudo dá errado. O rei não aparece e o seu personagem vai se envolvendo em um emaranhado de situações surreais. É o típico filme que aposta na situação de um “peixe fora d’água”, assim como o excelente “Encontros e Desencontros”, filme dirigido por Sofia Coppola, protagonizado por Bill Murray, mas com resultado excelente. Algo muito diferente dessa obra.

Negócio das Arábias tem romance, drama, comédia, algumas cenas engraçadas e outras nem tanto. É uma obra sobre autoconhecimento, redescobertas, diferenças culturais e uma pitada de ironia. O resultado final funciona? É claro que não. Não chego a recomendar que assista, mas “cá entre nós”, vai que você acaba gostando.

domingo, 21 de agosto de 2016

Dois Caras Legais (2016) ***

Direção: Shane Black
Elenco: Ryan Gosling, Russell Crowe, Margaret Qualley, Kim Basinger

Comentário: Gostei muito de “Dois Caras Legais”. O filme é basicamente uma “comédia policial”, muito bem realizada, repleta de ótimos diálogos e situações memoráveis. Além disso, o grande destaque é a improvável química entre Russell Crowe e Ryan Gosling.

A trama se passa em Los Angeles nos anos 70. Quando a filha de uma funcionária do Departamento de Justiça dos Estados Unidos desaparece, o truculento Jackson Healy (Crowe) e o atrapalhado detetive particular (Gosling), são contratados para investigar o caso.

O filme é dirigido por Shane Black, que anteriormente havia realizado o cult Beijos e Tiros (2005) – que considero enfadonho –, e Homem de Ferro 3 (2013). Talvez sua grande contribuição para o cinema foram seus roteiros, principalmente relacionados ao sucesso da série Máquina Mortífera (1987-1998).

Sem dúvida alguma, Dois Caras Legais é o seu melhor filme de sua carreira e uma obra realmente cativante. O filme é bem desenvolvido e a direção de arte e figurinos é perfeita, fazendo questão de caprichar ambientação e na atmosfera da sociedade dos anos 70, isto é, dando ênfase a contracultura. Sendo assim, o roteiro muito bem desenvolvido é o grande mérito do filme, assim como as atuações da dupla Ryan Gosling e Russell Crowe, que finalmente brinda seu espectador com uma grande atuação após anos de uma carreira em "declínio".