Críticas de Filmes

Críticas de Filmes
Mostrando postagens com marcador Russell Crowe. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Russell Crowe. Mostrar todas as postagens

domingo, 21 de agosto de 2016

Dois Caras Legais (2016) ***

Direção: Shane Black
Elenco: Ryan Gosling, Russell Crowe, Margaret Qualley, Kim Basinger

Comentário: Gostei muito de “Dois Caras Legais”. O filme é basicamente uma “comédia policial”, muito bem realizada, repleta de ótimos diálogos e situações memoráveis. Além disso, o grande destaque é a improvável química entre Russell Crowe e Ryan Gosling.

A trama se passa em Los Angeles nos anos 70. Quando a filha de uma funcionária do Departamento de Justiça dos Estados Unidos desaparece, o truculento Jackson Healy (Crowe) e o atrapalhado detetive particular (Gosling), são contratados para investigar o caso.

O filme é dirigido por Shane Black, que anteriormente havia realizado o cult Beijos e Tiros (2005) – que considero enfadonho –, e Homem de Ferro 3 (2013). Talvez sua grande contribuição para o cinema foram seus roteiros, principalmente relacionados ao sucesso da série Máquina Mortífera (1987-1998).

Sem dúvida alguma, Dois Caras Legais é o seu melhor filme de sua carreira e uma obra realmente cativante. O filme é bem desenvolvido e a direção de arte e figurinos é perfeita, fazendo questão de caprichar ambientação e na atmosfera da sociedade dos anos 70, isto é, dando ênfase a contracultura. Sendo assim, o roteiro muito bem desenvolvido é o grande mérito do filme, assim como as atuações da dupla Ryan Gosling e Russell Crowe, que finalmente brinda seu espectador com uma grande atuação após anos de uma carreira em "declínio".


segunda-feira, 7 de abril de 2014

Crítica do Filme: Noé(2014) ***

Direção: Darren Aronofsky
Elenco:
Russell Crowe, Jennifer Connely, Anthony Hopkins, Emma Watson, Ray Winstone, Douglas Booth

O filme Noé era sem duvida alguma uma das produções mais aguardadas para o ano de 2014, inclusive por mim. Principalmente por três motivos: ser dirigida pelo cultuado Darren Aronofsky (o mesmo de Cisne Negro(2011), O Vencedor(2010) e Réquiem para um Sonho(2000)); possuir um grande elenco e entre eles o astro Russell Crowe; além de ser baseado em uma das mais interessantes e complexas histórias bíblicas, a construção da Arca de Noé.

Agora repensando a carreira de Aronofsky, percebo que não tenho uma grande paixão por nenhuma de suas obras. Todos são bons filmes na melhor concepção da palavra, entretanto não são obras “perfeitas” ou apaixonantes, pelo menos para mim, e após assistir ao grandioso Noé ainda considero Cisne Negro o seu melhor filme.

Talvez o grande problema do filme seja o seu desenvolvimento e a maneira pela qual o diretor/roteirista conduz o filme. Quem conhece as obras e as características de Aronofsky, esperava muito mais. Eu sinceramente entrei na sala de cinema aguardando uma obra contestadora, crítica, contemplativa e ao mesmo tempo profundamente reflexiva, algo que o seu filme Fonte da Vida(2006) é. E infelizmente me deparei com uma superprodução (no pior sentido da palavra), por vezes muito superficial, pouco autoral, e em alguns momentos incrivelmente banal. Principalmente em relação ao seu roteiro e seu desenvolvimento. Como pode dentro de uma situação tão grandiosa e tão mística (a construção da Arca e o grande dilúvio), o roteiro e o filme se atrelarem a inoportunas cenas de ação ou mesmo um desfecho tão caricato quanto ao envolvendo o personagem de Ray Winstone(Tubai-Cain). Quando o grande vilão do filme consegue embarcar na arca, para mim era claro que era um forma de continuidade do mal após o grande dilúvio, entretanto o filme escolhe o caminho mais “simplório”, um enfrentamento sem razão entre o citado personagem (totalmente descartável dentro de uma já complexa situação), e o Noé protagonizado com excelência por Russell Crowe.

Outra falha grave em relação ao filme é a sua “inoportuna” e mal utilizada liberdade criativa, usada de maneira muito exagerada durante o longa. A ideia na qual os “Guardiões” eram seres em formato de pedra, parecendo personagens do filme Transformers, pelo menos em mim, não colou. Em resumo é isso, tanto artisticamente quanto tecnicamente, tenho serias ressalvas em relação ao filme, que pra mim é o menos autoral dos trabalhos de Aronofsky.

Noé é uma obra irregular apesar da grandiosidade que a cerca. Prende a atenção, possui algumas boas atuações e algumas cenas realmente espetaculares (principalmente a sequência na qual o personagem de Russell Crowe narra à história da criação do mundo, essa sim uma sequência magnífica). Entretanto, o filme poderia e deveria ser muito mais consistente e também reflexivo. Pecando na tentativa de ser pop ao invés de humano e questionador.

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Crítica do Filme: Linha de Ação (2013)**( Filme Irregular)

Direção: Allen Hughes
Gênero: Policial
Elenco: Mark Wahlberg, Russell Crowe, Catherine Zeta-Jones, Kyle Chandler, Jeffrey Wright.
Sinopse: Nicholas Hostetler (Russell Crowe) é o prefeito de Nova York, e um sujeito arrogante e ambicioso que se prepara para a reeleição dentro de alguns dias. Ele contrata Billy Taggart (Mark Wahlberg), um ex-policial que caiu em desgraça na corporação, para investigar quem é o amante de sua esposa (Catherine Zeta-Jones). O político tem medo de que esta informação torne-se pública, sujando sua imagem e fazendo com que ele perca eleitores. Por mais que tenha antigas discordâncias com o prefeito, responsável por sua saída da polícia, Billy aceita a tarefa pelo dinheiro prometido. Entretanto, logo ele descobre que Nicholas tem outras intenções por trás da investigação encomendada.

Crítica:
Apesar dos grandes nomes envolvidos no projeto como os dos já premiados com o Oscar Russell Crowe (melhor ator em Gladiador) e Catherine Zeta-Jones (melhor atriz coadjuvante por Chicago), além do agora especialista em “mocinhos” Mark Wahlberg (Os Infiltrados e O vencedor). Linha de Ação é um daqueles filmes que apesar de possuir grande elenco e uma forte campanha de marketing, não passa de um filme que falha ao não ousar e causar no espectador o sentimento de “já vi isso antes...”.
 
 Na realidade, Linha de Ação é um grande jogo de “gato e rato” onde os personagens de Crowe, Wahlberg e Catherine Zeta-Jones, buscam meios de se redimirem perante a si próprios (e também aos olhos da sociedade), e onde suas atitudes são muito mais pessoais do que profissionais. O filme é um emaranhado de clichês que vai do político corrupto a esposa humanitária, passando pelo policial que busca redenção.

Linha de Ação é um filme policial mediano, e que até tenta envolver o espectador com uma boa história, mas falha ao ser redundante e por vezes, piegas. O filme não é por si só um fracasso, tem boas atuações e alguns interessantes momentos, mas como resultado final ainda é uma obra muito irregular. Trailer Aqui.