Críticas de Filmes

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segunda-feira, 14 de julho de 2014

Crítica do Filme: Um Brinde a Amizade(2014) **1/2

Direção: Joe Swanberg
Elenco: Olivia Wilde, Jake Johnson, Anna Kendrick, Ron Livingston.

Sinopse: Kate (Olivia Wilde) e Luke (Jake Johnson) são funcionários de uma fábrica de cerveja. Com gostos parecidos, os dois sempre flertaram um com o outro, mas nunca entraram em um relacionamento, porque Luke está pensando em se casar com sua namorada, e Kate namora um produtor musical.

Meus Comentários: Fiquei com muita curiosidade em assistir a este que é considerado pelo grande diretor Quentin Tarantino como um dos melhores filmes de 2013. E não posso deixar de dizer que foi apenas um devaneio do diretor, pois “Um Brinde a Amizade” não passa de um filme apenas razoável. E mesmo com seu enredo repleto de atrativos e também com o bom desenvolvimento dado pelo diretor Joe Swanberg, o filme passa longe de ser uma obra original, muito ao contrário. Entretanto seus grandes méritos são seus diálogos (talvez por isso Tarantino tenha se apaixonado) e principalmente suas ações totalmente palpáveis. E também posso afirmar que seus personagens têm a grande capacidade de despertar o interesse do espectador, o que sempre é elogiável.

terça-feira, 15 de abril de 2014

Crítica do Filme: Jogos Vorazes – Em Chamas(2013)**

Direção: Francis Lawrence
Elenco:  Jennifer Lawrence, Josh Hutcherson, Liam Hemsworth, Woody Harrelson, Elizabeth Banks, Philip Seymour Hoffman, Jeffrey Wright, Stanley Tucci, Donald Sutherland.

Sinopse: Este é o segundo volume da trilogia Jogos Vorazes, baseada nos romances de Suzanne Collins. A saga relata a aventura de Katniss (Jennifer Lawrence), jovem escolhida para participar aos "jogos vorazes", espécie de reality show em que um adolescente de cada distrito de Panem, considerado como "tributo", deve lutar com os demais até que apenas um saia vivo. Neste segundo episódio da série, após a afronta de Katniss à organização dos jogos, ela deverá enfrentar a forte represália do governo local, lutando não apenas por sua vida, mas por toda a população de Panem.

Meus Comentários: Sinceramente não tenho mais a mínima paciência para filmes como Jogos Vorazes, Divergente, A Hospedeira e qualquer outro blockbuster que se baseia em livros de sucesso e que são voltados quase que exclusivamente para o público adolescente. Em grande parte essas produções possuem histórias extremamente genéricas e que raramente trazem algo de novo para um espectador mais exigente.

Na verdade já não havia me surpreendido com nada do primeiro filme da série (Jogos Vorazes), e a sensação durante grande parte desta sequencia foi a de insatisfação por vários motivos: pela falta de profundidade de sua história (principalmente no primeiro ato do filme); pela extensa relação de fracos personagens inseridos nessa sequencia (todos mal aproveitados) e principalmente com o seu desenvolvimento. A história é banal, o roteiro previsível e mais ainda, o filme só melhora quando começa a nova fase dos jogos vorazes, em suma, o filme só melhora quando ele se enxerga como é: um filmezinho de ação voltado para o público adolescente e sem nenhuma perspectiva de reflexão.

Só assim a direção do irregular Francis Lawrence (Constantine, Eu Sou a Lenda, Água para Elefante), aparece e o filme consegue ter um melhor desenvolvimento e consequentemente conseguiu prender a minha atenção. E somente nesse momento, já “beirando” a sua conclusão que o filme consegue manter um bom ritmo e aliar boas cenas de ação com um interessante suspense. Mas ainda assim Jogos Vorazes – Em Chamas está longe de ser um bom filme, é na melhor das hipóteses um irregular entretenimento que tenta através de corriqueiros artifícios cinematográficos tenta fisgar seu espectador com doses de romance, aventura, ação e superficiais aprofundamentos políticos e humanos, tudo de maneira bem global, porém sem grande qualidade.

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Crítica do Filme: Killing Season (2013)** (Filme Irregular)

Direção: Mark Steven Johnson
Gênero: Suspense
Elenco: Robert de Niro e John Travolta.
Sinopse:
O americano Benjamin Ford (Robert De Niro) é um veterano da Guerra da Bósnia, que decide morar em uma cabana isolada na floresta para esquecer os traumas dos anos de combate. Mas as lembranças vêm persegui-lo na figura de Emil Kovac (John Travolta), um militar bósnio que pretende acertar contas com Ford. Logo começa um longo combate físico e psicológico entre os dois.

Comentário: Apesar do grande atrativo de possuir duas grandes lendas do cinema em seu casting (Robert de Niro e John Travolta), Killing Season acaba se revelando uma grande decepção para um espectador mais exigente (que é o meu caso).

O primeiro grande erro da produção foi apostar suas fichas em um roteiro já banalizado em diversos filmes e também tentar manter a tensão com algumas situações verdadeiramente improváveis, e olha que o começo do filme e a estrutura central do roteiro são muito interessantes a acabam levando o espectador a se concentrar na obra, porém o filme acaba optando por um caminho lógico, sem surpresas e onde o sentimento de déjà-vu está presente a todo o momento. 

E mesmo sendo desenvolvido com todos equívocos descritos acima, ainda assim Killing Season consegue manter a atenção e uma grande tensão no seu espectador, mesmo que logo adiante ele se decepcione com o epilogo da obra, uma opção totalmente equivocada do roteirista e também do diretor Mark Steven Johnson, que também foi responsável pelos fracos Demolidor(2003) e Motoqueiro Fantasma(2007). Com isso posso afirmar que o diretor Mark Johnson fracassa ao tentar realizar um filme para adultos quando na realidade nem quando "tentava" fazer cinema para o público adolescente ele triunfava.Trailer Aqui.

sábado, 13 de julho de 2013

Crítica do Filme: Superman- O Homem de Aço(2013)*** (Bom Filme)

Direção: Zack Snyder
Gênero: Aventura
Elenco: Henry Cavill, Amy Adams, Michael Shannon, Diane Lane, Kevin Costner, Russell Crowe, Lawrence Fishburne, Antje Traue.


Sinopse:
Nascido em Krypton, o pequeno Kal-El viveu pouco tempo em seu planeta natal. Percebendo que o planeta estava prestes a entrar em colapso, seu pai (Russell Crowe) o envia ainda bebê em uma nave espacial, rumo ao planeta Terra, e levando com ele importantes informações de seu povo.. Já em seu novo lar, a criança é criada por Jonathan (Kevin Costner) e Martha Kent (Diane Lane), que passaram a chamá-lo de Clark. O tempo passa, seus poderes vão aparecendo e se tornando, de certa forma, um problema. Já adulto, Clark (Henry Cavill) tem que enfrentar o seu maior desafio, proteger a humanidade do terrível general Zod , que pretende reconstruir Krypton no planeta Terra.

Comentário: Sou um grande fã do personagem Superman, e principalmente do clássico de 1978, que foi dirigido por Richard Donner, e que consagrou Christopher Reeve como o eterno homem de aço. Na realidade,  até o segundo filme produzido sobre o super-herói em 1980, e no qual o  homem de aço confrontava exatamente o trio comandado pelo general Zod, eu considero muito bom. Entretanto, assumo sem problemas que nunca acompanhei os quadrinhos do herói, sendo assim, todo o meu conhecimento sobre o personagem, vem exatamente das telas do cinema, mas já posso adiantar que continuo considerando o filme de 1978 ainda superior que essa nova versão.

Também quero deixar claro que o filme O Homem de aço (2013), é bem superior ao filme de 2006 dirigido por Bryan Singer, o fraquíssimo Superman-O Retorno. Uma obra super equivocada, e que só apresenta palpável qualidade, na ótima atuação de Kevin Spacey (no papel de Lex Luthor). Isso é, são poucos os atrativos de uma obra que verdadeiramente caiu no esquecimento.

Voltando a essa nova adaptação, eu a considero um filme de grandes acertos e alguns equívocos. E são esses fatos que afastam a obra de uma possível unanimidade, tanto entre os fãs do herói, quanto da imprensa mundial, que definitivamente se divide entre os que a amam e os que a odeiam.

E entre os seus principais acertos, posso citar sem medo: a interessante escolha do elenco (principalmente Michael Shannon), a acertada opção por Henry Cavill para protagonizar o papel de Superman, a marcante atuação de Kevin Costner como o pai adotivo de Clark, além da "encaixada" opção de Russel Crowe para protagonizar o verdadeiro pai de Superman.

Além disso, o filme é obrigatoriamente um excelente entretenimento e possui cenas de ação de tirar o fôlego, sem falar em seus efeitos especiais altamente elogiáveis. Resumindo, tanto tecnicamente, quanto visualmente, o filme é sensacional. Outro fato interessante foi a modernização dos personagens (e da história), principalmente os novos conceitos envolvendo Krypton, suas vulnerabilidades e também o novo uniforme do  Superman.


Finalmente, vamos analisar  os equívocos que me causaram um certo desconforto. Não gostei da opção de utilizar a infância de Clark Kent apenas como flashback. Além disso, o filme distorce um pouco a história original, principalmente no prólogo que se passa em Krypton, e a minha sensação, foi de que estava assistindo a um novo filme da série Star Wars. Naves pra todo lado, guerra intergalática, e um verdadeiro conjunto de cenas e fatos totalmente desnecessários na composição dos personagens ou mesmo da história. Outro ponto falho é o já clássico e previsível romance entre Clark e Louis Lane, que dessa vez não convence. Já disse e repito, ainda prefiro a simplicidade e também a maior veracidade do filme de 1978.


O Homem de aço é uma obra megalomaníaca, extremamente bem produzida, e que acaba "escorregando" justamente no desenvolvimento dos seus personagens e também por apostar na grandiosidade como forma de conquistar seu espectador,  mesmo quando uma boa história  contada de maneira interessante possui um  efeito ainda superior. Trailer Aqui.

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Crítica do Filme: Faroeste Caboclo(2013)*** (Bom Filme)

Direção: René Sampaio
Gênero: Drama
Elenco: Fabrício Boliveira, Ísis Valverde, Felipe Abib, Marcos Paulo, Antonio Calloni.
Sinopse:
João (Fabrício Boliveira) deixa Santo Cristo em busca de uma vida melhor em Brasília. Ele quer deixar o passado repleto de tragédias para trás. Lá, conta com o apoio do primo e traficante Pablo (César Troncoso), com quem passa a trabalhar. Já conhecido como João de Santo Cristo, o jovem se envolve com o tráfico de drogas, ao mesmo tempo em que mantém um emprego como carpinteiro. Em meio a tudo isso, conhece a bela e inquieta Maria Lúcia (Ísis Valverde), filha de um senador (Marcos Paulo), por quem se apaixona loucamente. Os dois começam uma relação marcada pela paixão e pelo romance, mas logo se verá em meio a uma guerra com o playboy e traficante Jeremias (Felipe Abib), que coloca tudo a perder.
Comentário:
Em minha opinião a melhor definição que posso fazer sobre o filme Faroeste Caboclo é que apesar de ser um bom filme, ainda assim é uma fraca adaptação de uma música verdadeiramente apaixonante, algo que o filme passa longe de ser.


Tecnicamente irretocável (o filme possui algumas cenas deslumbrantes) e com um ótimo elenco (assim como suas excelentes atuações), Faroeste Caboclo decepciona os fãs da consagrada musica da Legião Urbana que gostariam de algo mais literal, porém mesmo que me sentindo contrariado apoio algumas licenças poéticas no filme, tais como a ausência de questionamentos políticos e uma “maior veracidade” em relação a alguns fatos. Mesmo assim acho inadmissível que alguns pontos cruciais da obra original foram omitidos, entre eles a infância de João de Santo Cristo (primordial para o entendimento da obra) e alguns pontos de sua ascensão ao mundo do crime. Normalmente não gosto de questionar ou mesmo tentar direcionar o que poderia ser melhor em uma obra, sempre tento a analisar pelo que ela é, mas nesse caso me parece inevitável.

A releitura da musica realizada pelo diretor René Sampaio é tão distante da obra original que ainda cabe ao meu imaginário uma nova adaptação para a grande tela de uma forma mais literal. Eu sei que é devaneio de um cinéfilo que admira e muito a canção, mas é uma opção para um filme que me deixou insatisfeito como admirador da obra e muito satisfeito pelo nível do cinema nacional apresentado. Trailer Aqui.

sábado, 1 de junho de 2013

Crítica do Filme: Em Transe (2013)***1/2 (Muito Bom)

Direção: Danny Boyle
Gênero: Suspense
Elenco: James McAvoy, Vincent Cassel, Rosário Dawson, Danny Sapani.
Sinopse:
Um profissional (James McAvoy) ligado aos leilões de peças de arte acaba envolvido com uma gangue responsável pelo roubo de quadros. Para se livrar destas pessoas, ele deve se unir a uma hipnoterapeuta (Rosario Dawson), mas logo a relação entre desejo, realidade e sugestão hipnótica começa a colocar todos em perigo.

Crítica do Filme: Em Transe é uma grata surpresa cinematográfica. Sensorial, envolvente, confuso, ilusório, enganador, surpreendente, tudo isso em uma só obra, méritos e consequências de mais uma direção eficiente e mirabolante de Danny Boyle, que com contrastes e uma fotografia onipresente, conseguiu criar um filme que caminha os trilhos de “A origem”(2010) e Amnésia(2000), ambos dirigidos por Christopher Nolan, e com um grande diferencial,  mesmo que soe absurdo para alguns ele se explica no final e de forma muito interessante e satisfatória.

Eu confesso que tenho uma relação um pouco confusa com as obras de Danny Boyle. Tenho uma real admiração por alguns de seus filmes, mas ainda considero Quem quer Ser um Milionário seu “grande filme”, e ainda sou contra a corrente que admira Cova Rasa e Trainspotting, que mesmo sendo seu “grito de alerta”, eu o reavalio como uma obra apenas regular, e considero o restante de sua cinematografia igualmente repleta de altos (Sunshine?) e baixos (127 horas?). Contudo quando menos esperava novamente Danny Boyle me conquista com um filme “pequeno”, porém grandioso em suas pretensões. Assim como já havia feito antes com os ótimos A Praia(2000) e Extermínio( 2002), obras menores para alguns e muito admiradas por mim, Danny demonstra toda sua capacidade de fazer cinema e com uma montagem rápida( marca do diretor) e uma condução repleta de energia. Em Transe verdadeiramente hipnotiza seu espectador que tenta a todo custo se focar na história e entender um autentico quebra- cabeças cinematográfico.


Repleto de reviravoltas e com atuações poderosas de Vincent Cassell (sempre surpreendendo) e Rosário Dawson (e suas impactantes cenas de nudez), e apesar da sempre apatia de James McAvoy (que não atrapalha mesmo sendo o protagonista), o filme ainda é sustentado durante toda sua exibição por um roteiro admirável e igual condução de Boyle.

Trilhando um caminho onde real e irreal, imaginário e concreto se fundem, Em Transe mantém o interesse do espectador com sua história até o seu ultimo minuto utilizando um emaranhado de “trilhas enganadoras” e um suspense sempre presente. Além disso, possui a qualidade e capacidade de fazer seu observador (ou voyeur), pensar. Algo muito difícil no cinema de hoje.E tem mais um detalhe, adorei a ambiguidade da cena final. Trailer Aqui.

sexta-feira, 31 de maio de 2013

Crítica do Filme: Depois de Lúcia (2012)**** (Ótimo/Imperdível)

Direção: Michel Franco
Gênero: Drama
Elenco: Tessa Ia, Hernán Mendoza, Gonzalo Veja Sisto.
Sinopse:
Quando a esposa de Roberto (Gonzalo Vega Jr.) morre, a relação dele com sua filha Alejandra (Tessa Ia), de 15 anos, fica abalada. Para escapar da tristeza que toma conta da rotina dos dois, pai e filha deixam a cidade de Vallarda e rumam para a Cidade do México em busca de uma nova vida. Alejandra ingressa em um novo colégio, e sentirá toda a dificuldade de começar de novo quando passa a sofrer abusos físicos e emocionais. Envergonhada, a menina não conta nada para o pai, e à medida que a violência toma conta da vida dos dois, eles se afastam cada vez mais.

Crítica: Estou até agora estupefato para não dizer chocado com essa brilhante obra cinematográfica chamada Depois de Lucia. Verdadeiramente ano após ano o cinema latino americano tem demonstrado uma grande capacidade de construir obras poderosas e de excelente qualidade, seja no cinema brasileiro, no argentino, no chileno e especialmente no mexicano. Na verdade Depois de Lúcia lembra muito outra obra prima realizado no México e que tenho grande admiração, o nostálgico E Sua Mãe Também (2001), que assim como ele consegue realizar o retrato de uma geração de maneira diferenciada e acima de tudo repleta de questionamentos e reflexões.

 Tudo começa após Alejandra (em uma atuação elogiosa de Tessa Ia), se mudar com seu pai (Gonzalo Veja Jr.) para a Cidade do México após um incidente envolvendo sua mãe (que depois é explicado). Nesse instante o espectador tem contato com a doce Alejandra, que ao longo do filme vai se revelando uma adolescente que apesar de toda aparência frágil não é tão “santa” assim. Após um exame toxicológico obrigatório em seu colégio descobrimos ao lado do seu pai que ela usa drogas (será que após o incidente da mãe?), e logo depois durante uma festa com seus amigos acaba cometendo a estupides de transar com um colega de escola e se deixar gravar, mas acontece o impensado e o vídeo vai parar na internet . Com isso Alejandra começa a sofrer perseguições na escola (bullying) e aí começa um verdadeiro inferno em sua vida. E para demonstrar toda a crueldade envolvendo aqueles jovens o filme toma um rumo sádico, e onde observamos Alejandra passar as piores humilhações nas mãos de seus “amigos” e de maneira impassível somos apresentados a algumas cenas de “embrulhar o estomago” e que realmente me deixaram assombrado.


Seguindo rumos inesperados e uma direção eficiente Michel Franco, Depois de Lúcia se mantem com ótimo desenvolvimento e um roteiro vibrante, que ao lado de atuações convincentes tornam o filme  uma obra admirável do principio ao fim, pois é justamente em seu final que o filme reúne grandes motivos para ser chamado de uma imperdível obra prima.Trailer Aqui.

Crítica do Filme: Meu Namorado é um Zumbi (2013)** (Filme Irregular)

Direção: Jonathan Levine
Gênero: Comédia/romance
Elenco: Nicholas Hoult, Teresa Palmer, Analeight Tipton, John Malkovich.
Sinopse:
Em um cenário pós-apocalíptico,  o zumbi R (Nicholas Hoult) passa por uma crise existencial e criando laços de amizade com uma humana chamada Julie (Teresa Palmer), uma de suas vítimas por quem acaba se interessando amorosamente. O problema é que este relacionamento acaba causando uma reação em cadeia em outros mortos-vivos, mas o general Grigio (John Malkovich) não está interessado neste tipo de mudança e sim no total extermínio da ameaça zumbi.

Comentário: Fiquei muito surpreso com essa interessante comédia “bizarra” disfarçada de romance e que tenta a todo custo pegar carona nos populares filmes adolescentes na linha Crepúsculo, chegando ao cumulo de ser protagonizado por uma atriz que na realidade é uma copia piorada da Kristin Stewart, estrela da saga. Primeiro que achava que iria encontra um filme vazio e completamente descartável, e por sorte “Meu Namorado é um Zumbi” consegue surpreender, principalmente por seu humor acido e bem delineado, mas que infelizmente não consegue manter a qualidade do inicio do filme e acaba decaindo em caminhos banais e desencadeando um final mal resolvido e insatisfatório.

A apresentação do personagem R(Nicholas Hoult) é muito bem realizada e demonstra ao espectador que ele está à frente de um filme com certa inteligência, porém na necessidade de acentuar um romance impossível entre o zumbi R e a humana Julie(Teresa Palmer), o filme entra em diversas contradições e se torna mais uma quase descartável.

Com algumas ótimas piadas e uma direção correta, Meu Namorado é um Zumbi deve agradar ao grande público e consegue mesmo que por instantes transformar uma historinha absurda em interessante entretenimento.

domingo, 19 de maio de 2013

Crítica do Filme: Terapia de Risco(2013)*** ( Bom Filme)

Direção: Steven Soderbergh
Gênero: Drama/Suspense
Elenco: Jude Law, Rooney Mara, Catherine Zeta-Jones, Channing Tatum.
Sinopse:
A trama gira em torno da jovem Emily Hawkins (Rooney Mara), que acaba de ver o marido (Channing Tatum) ser libertado da prisão. Mesmo aliviada, Emily tem crises de depressão e busca a ajuda de medicamentos prescritos para conter a ansiedade buscando amparo num tratamento psicológico com grandes profissionais da área (Jude Law e Catherine Zeta-Jones). O tratamento, por mais que comece de forma positiva, vai gerar conseqüências inesperadas na vida da jovem.

Comentário: Nos últimos anos o já consagrado diretor Steven Soderbergh, tem apostado toda sua carreira e renome em projetos excessivamente irregulares, como o grande fracasso da biografia de Che Guevara(2008), no irregular Contágio(2011), Magic Mike(2012) e o fraquíssimo A Toda Prova(2011), todas obras prolixas e que resultaram em verdadeiros fracassos de público e crítica.

Lembro que Soderbergh se revelou para o mundo no premiado Sexo, Mentiras e Videotape(1989) e se consagrou definitivamente com sua obra prima Traffic(2000). Além de também ter dirigido os cultuados: Erin Brokovich (2000), Irresistível Paixão(1998), Onze Homens e um Segredo(2001), Solaris(2002) e O Desinformante(2009), esse sendo seu último grande filme.

E para quem como eu não acreditava mais na carreira do diretor (que promete se aposentar brevemente), fui ligeiramente surpreendido por Terapia de Risco. Um filme que pelo trailer e sinopse não consegue transpor toda complexidade presente em seu roteiro e a boa condução do diretor. Talvez a grande falha do filme seja a sua dificuldade em se definir para o espectador logo em seu inicio, e para isso o filme precisa de aproximadamente uma hora e meia e algumas reviravoltas para ser entendido como um competente e interessante suspense.


Definitivamente outro grande mérito do filme é seu elenco que reúne os nomes de Jude Law, Catherine Zeta-Jones, Channing Tatum e Rooney Mara, que para quem não está familiarizada com a protagonista da obra, ela é a grande estrela da refilmagem americana de Millennium- Os Homens que não Amavam as Mulheres, ao lado de Daniel Craig.

Envolvente, bem conduzido e eficiente, Terapia de Risco trafega entre drama e suspense policial com a mesma facilidade que seu roteiro repleto de reviravoltas surpreende o espectador a cada minuto, principalmente em seus momentos finais. Com isso o filme fica tentando fugir do convencional e aposta todas as suas fichas em dramas pessoais, boas atuações e uma história palpável ao invés de muita correria e grandes cenas de explosões, algo mais fácil tanto para o público quanto para um diretor menos talentoso. O seu desenvolvimento lembra em muito o ritmo de Contágio (também estrelado por Jude Law e dirigido por Soderbergh), mas com um resultado final muito superior.

Um pouco lento para o grande público e muito irregular para um espectador mais exigente, Terapia de Risco tenta afastar seus defeitos a todo o momento e deixar no espectador apenas a idéia de sua ótima seqüência final e se firmar como m eficiente Thriller. Talvez seja esse o grande problema do filme, achar o seu espectador ideal. E apesar de obter um resultado ainda que satisfatório, o filme não se garante como uma obra altamente recomendável, ao contrário, Terapia de Risco é uma contraditória variação de boa trama e vários pontos falhos. Trailer Aqui.

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Crítica do Filme:Homem de Ferro 3(2013)**1/2 (Filme Irregular)

Direção: Shane Black
Gênero: Drama/Romance
Elenco: Robert Downey Jr., Gwyneth Paltrow, Do Cheadle, Ben Kingsley, Guy Pearce, Jon Favreau, Rebecca Hall.
Sinopse:
Desde o ataque dos chitauri a Nova York, Tony Stark (Robert Downey Jr.) vem enfrentando dificuldades para dormir e, quando consegue, tem terríveis pesadelos. Ele teme não conseguir proteger sua namorada Pepper Potts (Gwyneth Paltrow) dos vários inimigos que passou a ter após vestir a armadura do Homem de Ferro. Um deles, o Mandarim (Ben Kingsley), decide atacá-lo com força total, destruindo sua mansão e colocando a vida de Pepper em risco. Para enfrentá-lo Stark precisará ressurgir do fundo do mar, para onde foi levado junto com os destroços da mansão, e superar seu maior medo: o de fracassar.

Comentário: Quem dera se Homem de Ferro 3 fosse tão bom ou tão eficiente quanto seu trailer, realmente o filme seria tudo aquilo que os fãs e também um espectador como eu – que não acompanho os quadrinhos –, desejava. Mas infelizmente o filme é irregular, não cumpre nem 50% do que promete no magnífico trailer e mesmo assim continua sendo um entretenimento garantido para todos os públicos, mérito principalmente do astro Roberto Downey Jr. – e em minha opinião o maior responsável pelo sucesso da trilogia –, e um roteiro que utiliza muito bem os momentos de alivio cômico para compor toda grandiosidade da obra. Estes são méritos que ninguém pode contestar.


 
O grande problema que observo em Homem de Ferro 3 e a falta de comprometimento com a sua própria história. Pelo que sei o personagem Tony Stark sempre enfrenta vilões ou situações bem próximas de uma “aparente realidade”, e aquela história de “soldados que aquecem” e coisa e tal não me agradou de forma alguma. Achei uma falta de criatividade e uma abordagem realmente desnecessária na história. Assim como várias e várias cenas onde lógica e a falta de comprometimento com o personagem vão variando de acordo com o confuso roteiro e a irregular direção de Shane Black.


Mas não se deixem enganar pelas críticas acima, Homem de Ferro 3 tem situações emocionantes, cenas de tirar o fôlego – o ataque a mansão de Tony é sensacional assim como a cena do avião presidencial –, algumas cenas realmente hilárias e o uso de efeitos especiais são realmente espetaculares. Na verdade o filme é apenas isso, um “ótimo” filme de ação/aventura feito para agradar ao público em massa e não os que como eu desejava ver nas telas um sinal de vida inteligente ou um algo a mais – fatos que o primeiro filme da série possuía. Mas nesses quesitos Homem de Ferro 3 foi uma grande decepção, alias uma divertida e prazerosa decepção. Trailer Aqui.

Crítica do Filme:Mama (2013)***1/2(Muito Bom)

Direção: Andrés Muschietti
Gênero: Terror
Elenco: Jessica Chastain, Nikolaj Coster-Waldau, Megan Charpentier, Isabelle Nelisse,
Sinopse:
Há cinco anos, as irmãs Victoria (Megan Charpentier) e Lilly (Isabelle Nélisse) desapareceram da sua vizinhança sem deixar vestígios. Desde então, seu tio Lucas (Nikolaj Coster-Waldau) e sua namorada Annabel (Jessica Chastain) têm procurado por elas. Mas quando, incrivelmente, as crianças são encontradas vivas em uma decrépita cabana, o casal se pergunta se as meninas são os únicos hóspedes que eles receberam em sua casa. À medida que Annabel tenta apresentar às crianças uma vida normal, ela começa a se convencer que existe uma presença maligna em sua casa.

Comentário: Reúna em um filme um elenco talentoso, uma história verdadeiramente surpreendente, uma direção que trabalhe bem o roteiro e algumas cenas realmente chocantes e você terá uma obra diferenciada. E se você está procurando um grande filme de suspense/terror te digo que Mama é o filme que você estava procurando.

Baseado em uma curta metragem também dirigido por Andrés Muschietti, e contando com uma produção de Guillermo Del Toro ( O Labirinto do Fauno), Mama é um suspense aterrorizante, muito bem dirigido e que realmente consegue tanto provocar arrepios quando fazer o espectador pensar, algo muito raro dentro do gênero.

Na história acompanhamos as irmãs Victoria (Megan Charpentier) e Lilly (Isabelle Nélisse), que após o assassinato de sua mãe pelo próprio pai, ficam cinco anos desaparecidas e sobrevivem sem qualquer explicação em uma isolada cabana no meio da floresta. Quando encontradas, ambas passam por um processo de readaptação morando com seu tio Lucas e também a sua namorada Annabel. Só que as meninas possuem graves problemas de adaptação (pois a mais nova se relaciona de forma praticamente animal) enquanto ambas interagem com uma suposta entidade imaginaria que chamam de Mama. Na realidade, Mama é um espírito que tem sobre as meninas um sentimento de maternidade e fará de tudo para ficar com elas. Com isso a vida do jovem casal vira um verdadeiro tormento.

 O filme Mama possui grandes trunfos e talvez o maior deles seja a espetacular e convincente atuação do elenco infantil. Tanto Megan Charpentier quanto Isabelle Nélisse demonstram atuações de grande qualidade e passam ao espectador uma naturalidade que só facilita a interação com a obra. Sem contar que o filme ainda tem a presença marcante da nova “queridinha” do cinema americano Jessica Chastain, em mais uma boa interpretação. Fora isso o filme possui algumas cenas chocantes e em outros momentos emocionantes, por isso agrada tanto ao público feminino (pela maternidade) quanto ao masculino (pelas cenas violentas).


Envolvente, assustador em grande parte do seu tempo e comovente em outros, Mama é um grande trunfo do cinema de horror e desde o filme o Chamado(2002), eu não me lembro de ver uma obra tão repleta de qualidades e bom desenvolvimento quanto vejo em Mama.Trailer Aqui.

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Crítica do Filme: Chamada de Emergência (2013)*** (Bom Filme)


Direção: Brad Anderson   
Gênero: Suspense
Elenco: Halle Berry, Abigail Breslin, Michael Eklund, Morris Chestnut.
Sinopse:
Jordan (Halle Berry) é atendente do sistema de emergência da polícia americana. Determinado dia, atende uma ligação de uma jovem assustada com o fato de que existe um homem tentando invadir sua casa. O caso acaba com o pior final possível e Jordan fica traumatizada. Anos mais tarde, ela se vê diante do mesmo criminoso, que agora ameaça outra garota, Casey (Abigail Breslin).

Comentário: Chamada de Emergência é um eficiente thriller de suspense que consegue prender a atenção do espectador durante toda sua angustiante duração. Mérito de uma direção envolvente de Brad Anderson e um roteiro igualmente bem elaborado e que se não optasse por escolhas obvias em seu percurso final seria realmente um filme diferenciado dentro do gênero.

Chamada de Emergência acompanha o trabalho de Jordan (Halle Berry), uma atendente do sistema de emergência 911 da policia americana e que após uma falha durante um atendimento de emergência se depara com a morte de sua “relatadora”. Seis meses depois, Jordan se depara novamente com uma situação igualmente angustiante. Dentro de um porta malas de um carro qualquer está a garota Casey( Abigail Breslin). Ela acabou de ser seqüestrada em um Shopping Center e está prestes a ser morta pelo mesmo assassino que tempos antes já havia atormentado a atendente com seu crime nunca solucionado. Com isso Jordan faz de tudo para salvar a vida da jovem Casey e também punir de alguma maneira o obstinado criminoso.

E com grande eficiência e uma alta dose de tensão que acompanhamos incríveis reviravoltas e situações realmente impactantes enquanto Jordan, Casey e o seqüestrador fazem de tudo para alcançar seus objetivos. Felizmente o filme vai muito bem até os seus minutos finais, quando em uma mudança completa no roteiro faz a obrar perder credibilidade ao optar por escolhars verdadeiramente absurdas e um final “aberto” e que não consegue saciar no espectador toda a sobriedade que havia sido demonstrado durante a obra, optando assim por escolhas realmente inverossímeis.

 Direção eficiente, um bom roteiro e atuações convincentes fazem de Chamada de Emergência uma boa opção nos cinemas para aqueles que realmente apreciam um bom filme de suspense, poderia ser muito mais, porem nada deve atrapalhar a grande capacidade de entretenimento que o filme é capaz de despejar em um espectador que realmente busca uma boa diversão nas salas de cinema. Trailer Aqui.

Crítica do Filme: Meu Pé de Laranja Lima (2013)**1/2 (Filme Regular)

Direção: Marcos Bernstein   
Gênero: Drama
Elenco: João Guilherme de Ávila, José de Abreu, Caco Ciocler, Eduardo Moreira.
Sinopse:
Zezé (João Guilherme de Ávila) é um garoto de oito anos que, apesar de levado, tem um bom coração. Ele leva uma vida bem modesta, devido ao fato de que seu pai está desempregado há bastante tempo, e tem o costume de ter longas conversas com um pé de laranja lima que fica no quintal de sua casa. Até que, um dia, conhece Portuga (José de Abreu), um senhor que passa a ajudá-lo e logo se torna seu melhor amigo.

Comentário: Baseado no clássico da literatura brasileira, Meu pé de Laranja Lima fica “devendo” em sua releitura cinematográfica pois carece de emoção e principalmente pelo fraco desempenho – e também muito longe de uma realidade –, do seu personagem principal Zezé, onde infelizmente a escolha de seu protagonista, o jovem ator João Guilherme de Ávila (filho do cantor Leonardo), não consegue convencer a um espectador mais exigente por justamente não ter uma “cara” conveniente com seu personagem: um menino pobre do interior, extremamente levado e igualmente sofredor. Parâmetros obrigatórios e também recorrentes na obra que ficam muito longe do resultado visto na tela.

Sendo mais uma obra que aborda o imaginário infantil, Meu Pé de Laranja Lima tem como grande destaque a participação de Jose de Abreu no inesquecível personagem Portuga e também na boa ambientação criada pelo diretor Marcos Bernstein, que havia dirigido anteriormente apenas o surpreendente O Outro Lado da Rua(2004) e que parece refletir nessa sua nova empreitada erros recorrentes. São dois filmes de grande qualidade técnica e algumas ótimas atuações (em O Outro Lado da Rua brilham Fernanda Montenegro e Raul Cortez), mas que deixam no espectador uma sensação de não satisfação por completo, resumindo, novamente Bernstein falha no desenvolvimento final de sua obra mesmo tendo uma excelente história nas mãos, caso clássico que ocorre com essa adaptação da memorável obra de José Mauro de Vasconcellos. 


A Idéia e a premissa contidas em Meu Pé de Laranja Lima são maravilhosas, infelizmente em sua versão cinematográfica as emoções e situações principais transpostas para as telas me soaram muitas vezes de maneira “falsa” e também pouco tocante, resultando em uma obra muito “fria” e principalmente distante do seu espectador. Trailer Aqui.

Crítica do Filme: O Ultimo Elvis (2012)** (Filme Irregular)

Direção: Armando Bo   
Gênero: Drama
Elenco: John McInerny, Griselda Siciliani, Margarita Lopez.
Sinopse:
O cantor Carlos Gutiérrez (John McInerny) é cover de Elvis e sempre viveu a vida do grande astro do rock como se fosse ele próprio reencarnado, negando a si mesmo. Só que ele se aproxima da idade que Elvis tinha ao morrer e seu futuro se mostra vazio. Uma situação inesperada acaba por obrigá-lo a cuidar da sua filha Lisa Marie (Margarita Lopez), uma menina pequena que ele quase não vê. Nos dias em que fica com ela, Carlos experimenta ser realmente um pai e Lisa aprende a aceitá-lo como tal. Mas o destino lhe apresenta uma difícil decisão: em uma viagem de loucura e música, Carlos deverá escolher entre seu sonho de ser Elvis e sua família.

Comentário: Comentada obra do novo cinema Argentino, O Ultimo Elvis é uma obra melancólica, narrada de forma lenta e gradualmente desinteressante para um espectador convencional, isto é, dependendo do espectador o filme pode até ter sua importância, mas passa muito longe de ser uma obra apaixonante. E onde o grande mérito do filme seja a “verdade” transposta para as telas através das atuações de seu elenco e principalmente de John McInerny, que interpreta Carlos Gutiérres – um cover de Elvis que acredita realmente ter o dom de imitá-lo –, com perfeição e de forma verdadeiramente admirável.  
Singelo e literalmente “limitado”, O Ultimo Elvis conquistou o público argentino e também ganhou diversos elogios pela crítica especializada, mas não foge do convencional ou possui momentos memoráveis, longe disso, é um verdadeiro “dramalhão” que tenta através do “minimalismo” da direção de Armando Bo, contar uma história repetidamente já vista na história do cinema. Na realidade o filme soou para mim como uma grande decepção, visto que o cinema Argentino tem proporcionado grandes e verdadeiras obras cinematográficas, porém infelizmente O Ultimo Elvis não se enquadra dentro dessa premissa. Trailer Aqui.

terça-feira, 23 de abril de 2013

Crítica do Filme: O Som ao Redor(2013)*** (Bom Filme)

Direção: Kleber Mendonça Filho
Gênero: Drama
Elenco: Irandhir Santos, Gustavo Jahn, Maeve Jinkings, Waldemar José Solha.
Sinopse:
A vida numa rua de classe-média na zona sul do Recife toma um rumo inesperado após a chegada de uma milícia que oferece segurança particular. A presença desses homens traz tranqüilidade para alguns, e tensão para outros, numa comunidade que parece temer muita coisa. Na realidade o filme é uma crônica brasileira, uma reflexão sobre história, violência e barulho.

Comentário: Muito se falou sobre essa obra que marca a estréia na direção de um longa-metragem do também crítico de cinema pernambucano Kleber Mendonça Filho. Competidor e premiado em diversos festivais tanto nacionais quanto internacionais, O Som ao Redor chegou até mesmo a estar na lista dos dez melhores filmes de 2012 do prestigiado jornal americano New York Times, tudo graças ao seu roteiro que na realidade é uma grande crônica e reflexão sobre a natureza humana e também os contrastes sociais tão nítidos em nossa sociedade. Outra grande importância que se agrega ao filme é o nível e os contrastes presentes nas obras realizadas pelo cinema pernambucano. São obras que surpreendem e por vezes choca o seu público, mas são filmes de incontestável qualidade e também um grande apelo popular. Nomes de cineastas como Claudio Assis (Amarelo Manga e Febre do Rato), Lírio Ferreira(Árido Movie) e Marcelo Gomes( Cinema, Aspirina e Urubus), demonstram a força desse cinema nordestino e também o grande nível de suas obras.
 
Tendo uma rua de classe média de Recife como modelo, o filme reúne diversas histórias e personagens em torno de acontecimentos do dia a dia e cenas realmente do cotidiano de qualquer cidade. Nela acompanhamos, por exemplo, crianças jogando bola, adolescentes em seus primeiros beijos, um roubo de carro sendo motivo de desconfiança entre vizinhos (e parentes), um grande proprietário local querendo manter seu domínio regional, briga entre vizinhos, divergência entre condôminos, resumindo, é um verdadeiro emaranhado de boas histórias que se multiplicam na tela e que conseguem prender a atenção do espectador com naturalidade e algumas cenas realmente desconfortantes, e algumas cômicas.

O grande problema do filme é não fechar as arestas abertas por seu roteiro, resumindo, o filme acaba sendo somente isso, uma reunião de situações cotidianas que levantam sérios ou interessantes questionamentos, mas que infelizmente não se aprofunda em suas analises ou observações.

A direção de Kleber Mendonça é segura e bastante eficiente, e ainda tem o mérito de possuir atuações repletas de naturalidade e que só ajudam no envolvimento e fascínio do filme no espectador. Mas O Som ao Redor poderia ser muito mais, poderia ser uma obra que se aprofundasse ou ao menos tivesse um desfecho pela qual a maioria do seu publico esperava, e não uma ótima história que se limita em ter começo e meio, deixando o fim como uma grande dúvida ou interrogação na cabeça de seu observador. Trailer Aqui.

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Crítica do Filme: De Pernas Pro Ar 2 (2013)* (Muito Fraco)

Direção: Roberto Santucci
Gênero: Comédia
Elenco: Ingrid Guimarães, Maria Paula, Bruno Garcia, Eriberto Leão.
Sinopse:
Alice (Ingrid Guimarães) agora é uma empresária bem-sucedida, que continua trabalhando muito, mas sem deixar de lado o prazer sexual. Ela está bastante atarefada devido à abertura da primeira filial de sua sex shop em Nova York, ao lado da sócia Marcela (Maria Paula). Seu grande objetivo é levar para a América um produto erótico inédito, o que faz com que ela fique bastante estressada. Até que, durante a festa de comemoração pela 100ª loja SexDelícia no Brasil, Alice tem um surto devido ao excesso de trabalho. Ela é internada em um spa comandado pela rígida Regina (Alice Borges), onde conhece várias pessoas que buscam controlar suas obsessões e ansiedades.

Comentário: Quando em 2010 assisti ao primeiro filme “De Pernas pro Ar”, que foi a primeira obra dirigida por Roberto Santucci, e um verdadeiro fenômeno de público, eu pouco esperava do filme. Na realidade estava pronto para mais uma decepção com mais uma obra visivelmente rasa e popular e com produção da Globo Filmes(especialista em títulos com essa característica), mero engano, fui surpreendido por uma boa comedia, com ótimo ritmo, algumas cenas realmente engraçadas e uma atuação convincente da competente Ingrid Guimarães. Pois bem, isso era tudo que dessa vez eu aguardava nessa continuação e que também foi sucesso de público, só que dessa vez quebrei a cara. De Pernas pro Ar 2 é infinitamente inferior ao primeiro filme e chega a ser constrangedor o quanto é fraco o seu roteiro e também como a direção de Santucci é banal, cito como exemplo também o fraquíssimo Até que a Sorte nos Separe(2012), igualmente irregular e contrariando minha opinião, novamente um estrondoso sucesso de público.

Ponto para o cinema brasileiro que cada vez mais agrega público, ponto para as produções da Globo Filmes, que na maioria das vezes realizam obras de baixa qualidade artística mas grandes sucessos, e infelizmente quem sai perdendo é um público mais exigente e que acaba assim como eu, tentando encontrar qualidades em obras visivelmente “populescas” e onde direção, roteiro, fotografia e tudo que se deve apreciar em uma obra cinematográfica não passa de esteira para situações repetitivas e cenas realmente superficiais.

De Pernas pro Ar 2 tem como grande problema ser muito inferior ao primeiro filme da série (o que já gera expectativas), além de pouquíssimas cenas engraçadas, um roteiro simplório e que repete situações muitas vezes já utilizadas em outras obras (e também na televisão), além de um agravante, uma péssima escolha de elenco. Cito como exemplo o ator Luis Miranda fazendo o papel de um jogador de futebol viciado em sexo, chega a ser constrangedor a atuação pouco convincente do ator no respectivo personagem. Na verdade o filme é uma reunião de situações constrangedoras, que entendo que pode agradar a um público menos seletivo, porém em minha opinião, o  seu resultado é como um todo decepcionante. Trailer Aqui.

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Crítica do Filme: G.I.Joe – Retaliação(2013)**1/2 (Apenas Bonzinho)

Direção: Jon M.Chu
Gênero: Ação
Elenco: Dwayne Johnson, Bruce Willis, Channing Tatum, Adrianne Palicki, Ray Stevenson, Jonathan Pryce.
Sinopse:
Um acordo entre as grandes potências define a redução das ogivas nucleares no mundo todo, mas os Estados Unidos, comandados pela organização Cobra, desconsideram o acerto e dão ínicio a um plano de proporções alarmantes. Enquanto isso, seguindo as ordens do presidente americano (Jonathan Pryce), o esquadrão de elite G.I. Joe é acusado de traição e, após ser atacado brutalmente, tem vários de seus integrantes mortos em combate. Agora, os poucos que sobreviveram vão contar com a ajuda do criador dos G.I. Joe, Joe Colton (Bruce Willis), para, liderados por Roadblock (Dwayne Johnson), revidar o ataque em grande estilo.

Comentários: Não gosto nem um pouco do primeiro filme da série – G.I.Joe, A Origem do Cobra(2009) –, pois o acho fraco em todos os sentidos (roteiro, visualmente, direção de elenco e principalmente uma história pífia), e ainda acho que o grande mérito de G.I.Joe- Retaliação é ser infinitamente superior ao primeiro filme.

Entre as grandes competências de “Retaliação”, estão um elenco reduzido e mais eficiente, uma história mais palpável e infinitamente menos confusa e algumas cenas de ação realmente espetaculares. Incluindo a excepcional e muito bem realizada cena da destruição de Londres.

Como não sou nem um pouco fã dos filmes em 3D – na verdade abomino com algumas exceções, como no belo e poético As Aventuras de PI –, eu tinha tudo para detestar esse novo capitulo da franquia, porém incrivelmente eu fui surpreendido por um filme eficiente e que para os fãs de filmes de ação e também dos G.I.Joe, vai soar como ótimo entretenimento e diversão garantida, grandes meritos de uma trama realmente instigante. Trailer Aqui.

Crítica do Filme: Angie(2013)* (Muito Fraco)

Direção: Márcio Garcia
Gênero: Drama
Elenco: Camille Belle, Andy Garcia, Juliette Lewis, Christiane Torloni, Colin Egglesfield.
Sinopse:
Angie (Camilla Belle) é uma jovem artista brasileira que resolve fazer uma viagem de descobrimentos interiores pelos Estados Unidos. Ao longo do caminho ela conhece e faz amizade com Chuck (Andy Garcia), um andarilho que vive isolado, e o policial David (Colin Egglesfield). Logo passa a trabalhar na lanchonete da prima de David (Juliette Lewis), onde tenta resolver seus conflitos internos. 

Crítica do Filme: Fazia tempo que não assistia a um filme tão fraco tecnicamente e também com uma história tão vazia como esta obra dirigida pelo “ator e diretor” brasileiro Márcio Garcia. O pior talvez seja o fato do filme querer ser levado a sério, quando na realidade é um emaranhado de péssimas combinações: fraquíssima direção, ambientação amadora, atuações fracas e/ou caricatas, roteiro confuso e extremamente irregular, além de um final que só contribui para que o espectador tenha a certeza de quanto o filme é ruim.

O que é aquela atuação medíocre do também irregular Andy Garcia (que já foi um bom ator um dia), e o pior, a construção e a parte visual do personagem, ambas absurdamente sofríveis.. Assim como as diversas situações envolvendo a nada carismática atriz brasileira/americana Camille Belle. Simplesmente demonstrando a todo o momento a imaturidade de Márcio Garcia atrás das câmeras.

Como sou capixaba e moro em Vitória, também havia a expectativa das tão faladas cenas filmadas em minha cidade, ainda mais que conta com a co-produção de Marco Buaiz (importante empresário local) e mais conhecido como marido da cantora Wanessa Camargo. E para piorar, a cidade é citada através de belas imagens nos minutos finais do filme e a cena final, na qual acontece o fraco desfecho, poderia ser gravada em qualquer lugar do mundo, pois Vitória não fica aparente em momento algum.

Infelizmente Angie é um forte concorrente ao prêmio de pior filme de 2013, e podem ter certeza, com todos os méritos possíveis. Trailer Aqui.