Críticas de Filmes

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sexta-feira, 15 de março de 2013

Crítica do Filme: 7 Dias em Havana(2012)*** (Bom Filme)

Direção: Benicio Del Toro, Pablo Tropero, Julio Medem, Elia Suleiman, Gaspar Noé, Juan Carlos Tabío, Laurent Cantet.
Gênero: Drama/Comédia/Romance
Elenco: Josh Hutcherson, Daniel Bruhl, Emir Kusturica, Melissa Rivera, Elia Suleiman, Melvis Estevez.
Minha Crítica
Realizado a partir de sete episódios que dão nome aos sete dias da semana, 7 Dias em Havana é um filme literalmente internacional pois conta com grandes diretores de diversas nacionalidades para realizar sete visões diferentes de Havana e principalmente do povo e cultura cubana.

Alternando ótimos segmentos com outros nem tão brilhantes assim, o filme consegue prender a atenção do seu espectador e acima de tudo demonstrar com histórias interessantes, por vezes sensuais, e até algumas estereotipadas, um pouco da visão exterior do interior e do dia-a-dia de Cuba e toda problemática envolvendo seu embargo econômico.

A primeira história que compõe o filme foi chamada de “Yuma”, e segundo demonstra a obra, é a forma pela qual os americanos são chamados em Cuba (muito em razão do filme clássico 3:10 to Yuma (no Brasil chamado Galante e Sanguinário). Nele acompanhamos um jovem ator que vai a Cuba estudar cinema e tenta ao longo da noite conseguir sucesso com uma garota tipicamente cubana. Gostei do desenvolvimento dado pelo diretor e ator Benicio Del Todo e acho que a maneira leve e divertida com que a história é contada consegue ser uma ótima “porta” para o entretenimento do espectador e entendimento do filme como um todo.

Depois temos o episodio “Jam Session”, dirigido pelo argentino Pablo Tropero. O filme acompanha o diretor sérvio Emir Kusturica (do renomado Undergraund -Mentiras de Guerra), que vai a capital cubana para receber um prêmio pela carreira e abandona tudo para curtir uma “bebedeira e também conhecer a boemia noite cubana”.  Uma história também bem desenvolvida, porém menos interessante a um público que possa não conhecer a obra de Kusturica.
 

O terceiro episódio “A Tentação de Cecília” (e também um dos meus prediletos) tem uma carga extremamente sensual e é cercador de romantismo. Nele acompanhamos a cantora Cecília (a bela Melvis Estevez) que é seduzida por um empresário espanhol a largar tudo (inclusive o namorado) em Cuba e tentar uma carreira na Espanha. O episodio que é dirigido por Julio Medem conta com uma ótima trilha sonora latina e também um desenvolvimento altamente envolvente.


O quarto episódio, que é dirigido por Elia Suleiman e se chama “O diário de Um Principiante”, é o mais crítico ao regime socialista entre todos apresentados na obra. Nele acompanhamos um visitante (o próprio Suleiman), que aguarda uma audiência com Fidel Castro enquanto observa um dos seus intermináveis discursos e também vaguei por uma Havana devastada, mal cuidada, velha e na qual sua população observa intensamente o mar. Seja no sonho de um dia partir da ilha ou mesmo para aliviar a saudade de muitos que já partiram. 

Logo depois temos o episodio chamado Ritual que foi dirigido por Gaspar Noé. Um episódio “menor” em relação ao restante da obra, mas que consegue transpor as características religiosas da ilha. Noé transpõe para a grande tela todo um ritual pagão em uma menina que acabou de ser flagrada pelos pais em uma relação homossexual.




O diretor cubano Juan Carlos Tabió dirige Doce-Amargo. Uma historia que gira em torno de uma família tipicamente cubana em que observamos uma renomada psicóloga e seu marido aposentado, tendo a complicada tarefa de fazer doces para fora como meio de reforçar a renda familiar. Este é um episodio de uma grande veia cômica, porém seu final é totalmente inverso ao “estilo” cômico e termina de maneira dramática. 

O ultimo e também um dos grandes momentos do filme é o episodio “A fonte”, dirigido pelo frances Laurent Cantet  e se foca no sincretismo religioso cubano. Este é um episodio também bem- humorado e muito bem conduzido por Cantet. 

7 Dias em Havana consegue transportar o espectador em uma viagem pela raiz cubana que seria sua musica, a religião, a sensualidade de suas mulheres e também a maneira pela qual a sua população simplesmente vive. Exótica, vibrante, romântica e bem-humorada, os episódios são por vezes apaixonantes e qualquer público que resolva se entregar aos encantos de uma Cuba romantizada não vai se arrepender. Eu simplesmente adorei o filme e o indico com todos os louvores. Trailer Aqui.

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Crítica do Filme: Os Miseráveis (2012) ***1/2 (Muito Bom)

Direção: Tom Hooper
Gênero: Drama/Musical
Elenco: Hugh Jackman, Russell Crowe, Anne Hathaway, Amanda Seyfried, Helena Bonhan Carter, Sacha Baron Cohen.
Sinopse: Adaptação de musical da Broadway, que por sua vez foi inspirado em clássica obra do escritor Victor Hugo. A história se passa em plena Revolução Francesa do século XIX. Jean Valjean (Hugh Jackman) rouba um pão para alimentar a irmã mais nova e acaba sendo preso por isso. Solto tempos depois, ele tentará recomeçar sua vida e se redimir. Ao mesmo tempo em que tenta fugir da perseguição do inspetor Javert (Russell Crowe).

Crítica: Adaptação de um dos maiores clássicos da literatura para os cinemas pela primeira vez a obra “Os Miseráveis” escrita por Victor Hugo é filmada como um musical. Faço questão de ressaltar o grande e belíssimo trabalho desenvolvido pelo diretor Tom Hooper (O Discurso do Rei), tecnicamente o filme é excelente e o trabalho de direção de atores é um primor, e até mesmo os excessivos closes nos atores não me incomodaram de forma alguma. Outro fato a ser elogiado na obra foi a forma de captação de voz usada – toda capturada em estúdio e com gravação ao vivo –, que deixou o filme mais palpável e de fácil degustação até mesmo para os que não admiram tanto os filmes musicais. 

Repleto de soberbas atuações, onde se destacam na obra o quarteto Hugh Jackman (principalmente na primeira parte do filme) e protagonista de uma das mais belas cenas do filme - a da sua libertação interior de seu personagem onde ele escolhe deixar de ser Valjean para se tornar uma pessoa honesta -, uma cena simplesmente esplendorosa, tanto por sua atuação como pela forma que foi filmada. Além de Anne Hathaway (vencedora do Oscar de melhor atriz coadjuvante), Helena Bonhan Carter e Sacha Baron Cohen (responsáveis pelo alivio cômico da obra), que juntos são responsáveis pelos grandes momentos o filme.

Grandioso em suas pretensões e poderoso em seu resultado final, em sua primeira uma hora o filme é de uma qualidade impar e também onde todos os grandes ápices da obra se encontram: duelos, grandes momentos dos personagens, melhores interpretações e também a clássica canção “I Dreamed a Dream“, agora também imortalizada nas telas na magnífica atuação e interpretação de Anne Hathaway, merecedora de todos prêmios que conquistou pela sua vibrante e palpável performance.

A irregularidade do filme está presente justamente em seu desenvolvimento, já que na primeira parte da obra e em sua conclusão o filme é praticamente perfeito. Tudo culpa de uma desnecessária “virada” dentro do roteiro, desse momento em diante sai de cena todo jogo de gato e rato entre os maravilhosos personagens Jean Valjean e Javert (Russell Crowe), e o filme passa a dar uma importância desnecessária (de tempo principalmente...) a um melodioso e pífio romance entre Cosette(Seyfried) e Marius (Eddie Redmayne). Com isso o filme perde força e se torna um pouco cansativo em sua metade e só recupera o “fôlego” em seus trinta minutos finais, onde novamente os embates entre Valjean e Javert, além da conclusão dos demais personagens, colocam o filme em sua trilha de qualidades e um final vibrante e memorável.

Repleto de ótimas atuações e com um trabalho de produção grandioso, além da excepcional e poderosa trilha sonora que pontua todo filme, Os Miseráveis é inegavelmente um dos melhores e notórios filmes de 2012 e que por pouco não se tornou uma obra prima, mas que ao longo de sua exibição percebemos facilmente traços vivos de um pouco disso, além de ser visivelmente histórico dentro dessa nova linha de musicais.Trailer Aqui.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Crítica do Filme: Indomável Sonhadora (2012)*** (Bom Filme)

Direção: Benh Zeitlin
Gênero: Drama
Elenco: Quvenzhané Wallis, Dwight Henry, Jonshel Alexander
Sinopse: Hushpuppy (Quvenzhané Wallis) é uma menina de apenas 6 anos de idade que vive em uma comunidade miserável isolada às margens de um rio e denominada de banheira pelos próprios moradores. Ela está correndo o risco de ficar órfã, pois seu pai (Dwight Henry) está muito doente. Ele, por sua vez, se recusa a procurar ajuda médica. Um dia, pai e filha precisam lidar com as conseqüências trazidas por uma forte tempestade, que inunda toda a comunidade. Vivendo em um barco, eles encontram alguns amigos que os ajudam. Entretanto, o pai vê como única saída explodir a barragem de uma represa próxima, o que faria com que a água baixasse rapidamente e a situação voltasse a ser como era antes.

Crítica: Indomável Sonhadora é uma obra quase documental (a narração em off ajuda nesta conotação), extremamente realista e que transpõem a todo o momento nas telas atuações poderosas e uma “podridão” de cenas e atos propositais. Sempre visando atingir ao espectador de uma forma que veementemente não atingem os personagens envolvidos naquele subdesenvolvimento exposto em sua comunidade que de forma muito correta é apelidada de banheira por seus próprios moradores.

A obra que era uma das concorrentes ao Oscar de melhor filme em 2012, é independente, modesta, mas não em suas pretensões, simples, mas não em seu conteúdo, porém amplamente transparente em sua ideologia. Demonstrando repetidamente sua grande força em poderosas atuações e cenas realmente chocantes. Indomável Sonhadora transpõe toda ousadia desse primeiro trabalho do diretor Ben Zeitlin, e que faz questão de expor a miséria ainda escondida da nação americana e uma idéia de deslocamento na qual os personagens estão envolvidos. Primitivos, idealistas, inocentes, Hushpuppy e seu pai (e toda sua comunidade) estão “a deriva” e totalmente a parte de um mundo civilizado, educado, e com totais condições de suporte. Ao contrário, enraizados em sua ignorância, essa pobre comunidade tenta a todo o momento se manter assim, distante da “civilizada civilização” e “presos” a sua “cultura” e miserável ideologia.

Essa comunidade se alimenta como animais, se relacionam como animais e se ausentam e interagem de forma pouca humana, e mesmo em contato com outros humanos do mundo dito civilizado, são vistos e agem como estranhos e “animais não domesticados”. Verdade e realismo se chocam e chocam os olhos de um espectador acostumado a “meias verdades” e obras rasas. Indomável Sonhadora talvez não seja um filme para o grande público, mas é uma obra que apesar de possuir uma marca do cinema independente pode acertar sim o alvo de um “grande público” que busca o diferente e também interessante nos cinemas.

O grande mérito de Indomável Sonhadora são as magníficas e reais atuações de todo elenco (grande parte de atores amadores), e a incrível fantasia que envolve o espectador e prende principalmente a magnífica personagem Hushpuppy em um mundo fantasioso e primitivo, onde família, amor, verdade e principalmente “realidade” são subliminares e também distantes do “real” imaginado e também altamente evitado “mundo seco”.Trailer Aqui.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Crítica do Filme: O Vôo (2012) ***

Direção: Robert Zemeckis
Gênero: Drama
Elenco: Denzel Washington, Don Cheadle, Kelly Reilly, John Goodman, Bruce Greenwood, Melissa Leo.
Sinopse:
Whip (Denzel Washington) é um experiente piloto da aviação comercial, mas tem sérios problemas com bebidas e drogas. Certo dia, ele acabou salvando a vida de diversas pessoas quando a aeronave que pilotava apresentou uma pane, mas sua frieza e conhecimento permitiram que uma aterrissagem praticamente impossível acontecesse. Agora, apesar de ser considerado um herói por muitos e contar com o apoio de amigos, ele se vê diante de um jogo para apurar os verdadeiros culpados pela queda da aeronave e também pelas mortes ocorridas. É quando seus erros e escolhas do passado passam a ser decisivos para definir o que ele irá fazer de seu futuro.

Minha Crítica:
O diretor Robert Zemeckis estava devendo um grande filme desde o interessante Náufrago, que foi brilhantemente protagonizado por Tom Hanks em 2000. Antes disso havia realizado o excepcional Forrest Gump(1994) – Oscar de melhor filme, ator e diretor –,  o clássico juvenil De Volta para o Futuro (1985) e o maduro filme de ficção científica Contato(1997). Depois disso o diretor se aventurou em filmes voltados para capitação de movimentos e até que conseguiu realizar boas obras, porém pouco memoráveis. Entre seus últimos filmes estão: O Expresso Polar (2004), A Lenda de Beowulf(2007) e Os Fantasmas de Scrooge(2009).

Quando a imprensa norte-americana começou a elogiar seu novo trabalho e a atuação de Denzel Washington, rapidamente me interessei pelo projeto e me enchi de expectativas que infelizmente foram frustradas por uma má condução de um filme totalmente convencional.

O vôo é uma obra irregular e cansativa justamente por ser um filme de “altos e baixos”. Ao contrário da maioria dos filmes que deixam seu momento de tensão para o final, nele o grande clímax e a melhor parte da obra são seus 30 minutos iniciais, divinamente dirigidos e conduzidos por Zemeckis e ouso ainda dizer que a cena do acidente é magnificamente filmada e consegue fazer com que “o coração do espectador vá até a boca”. Após isso o filme se torna pouco atraente e muito repetitivo, tanto em seus argumentos qauanto em sua desnecessária e longa duração.

Quanto à atuação de Denzel Washington, ela é sim elogiosa, contudo não muito deferente de outras boas atuações do ator. E assim como o elenco coadjuvante, apenas John Goodman recebeu um personagem que deixa marcas na mente no espectador, de resto, são grandes atores em atuações desperdiçadas por extrema falta do que fazer em uma obra que poderia ser diferenciada, mas não é.
O Vôo traz a tona assuntos como drogas, bebidas, sexo, fé, responsabilidades e principalmente os aspectos morais que entornam a vida de Whip (Denzel Wahsington). Todos esses assuntos são abordadas de maneira acentuada e irregularmente desenvolvidas e mesmo tendo um resultado final até satisfatório, o filme é amplamente prejudicado por toda a grandeza de um inicio avassalador que faz com que o restante do filme seja  pouco atraente para qualquer espectador. Talvez esse seja o grande erro dessa obra de Robert Zemeckis, apostar tudo em seu começo e deixar para o final apenas algo corriqueiro e falsamente moralista. Trailer Aqui.

Crítica do Filme: O Lado Bom da Vida (2012)***

Direção: David O.Russell
Gênero: Drama//Comédia Dramática
Elenco: Bradley Cooper, Jennifer Lawrence, Robert De Niro, Jacki Weaver, Chris Tucker.
Sinopse: Por conta de algumas atitudes erradas no passado, Pat Solitano Jr. (Bradley Cooper) perdeu quase tudo na vida: sua casa, o emprego e o casamento. Depois de passar um tempo internado em um sanatório ele acaba saindo de lá para voltar a morar com os pais. Decidido a reconstruir sua vida, ele acredita ser possível passar por cima de todos os problemas do passado recente e até reconquistar a ex-esposa. Embora seu temperamento ainda inspire cuidados, um casal amigo o convida para jantar e nesta noite ele conhece Tiffany (Jennifer Lawrence), uma mulher também problemática que poderá provocar mudanças significativas em seus planos futuros.

Minha Crítica: Aprecio muito o trabalho do diretor americano David O.Russell e principalmente a maneira com que conduz suas obras. Uma câmera “nervosa” nas mãos e a capacidade que o diretor tem em conduzir o elenco sempre arrancando ótimas e perceptíveis improvisadas atuações. Foi assim no elogiado e premiado “O Vencedor(2010)” – também indicado ao Oscar de melhor filme e premiado como melhor ator e atriz Coadjuvante para Christian Bale e Melissa Leo, e foi assim também em Três Reis(1999), o meu ainda predileto filme do diretor.

Uma coisa é muito clara em O Lado bom da Vida, o grande mérito do filme é sem sombras de dúvida seu elenco e as magníficas atuações que o conjunto proporcionou ao resultado final. Bradley Coopper está eficiente como nunca, Robert De Niro após duas décadas novamente conseguiu uma indicação ao Oscar (apesar de uma atuação convencional) e principalmente Jennifer Lawrence, que ao lado do bom roteiro é a melhor coisa do filme. Sua já premiada atuação não é tudo isso que falam, mas é uma grande e interessante interpretação com dois ou três momentos de grande “explosão” do personagem, e é até aqui ao lado de Naomi Watts em O Impossível (2012) as melhores atuações femininas do ano.

O filme que não deixa de ser uma comedia dramática é bem conduzido, tem ótima resolução final e acima de tudo, consegue prender a atenção do espectador com uma história cotidiana, mas desenvolvida de maneira diferenciada por David O. Russel e repleta de cenas irônicas e algumas verdadeiramente engraçadas. Tudo graças ao carisma dos personagens e os excelentes diálogos presentes no roteiro.

O Lado Bom da Vida se assegura em dois interessantes personagens (Bradley Cooper e Jennifer Lawrence) para demonstrar com seu roteiro a grandeza e a interessante relação entre duas pessoas “diferentes” aos olhos do mundo e que juntas se enxergam de maneira igual. Trailer Aqui.

Crítica do Filme: Detona Ralph (2012)**1/2

Direção: Rick Moore
Gênero: Animação
Vozes: John C.Reilly, Sarah Silverman, Jack McBrayer, Jane Lynch.
Sinopse: Ralph (John C. Reilly) é o vilão de Conserta Félix Jr., um popular jogo de fliperama que está completando 30 anos. Apesar de cumprir suas tarefas à perfeição, Ralph gostaria de receber uma atenção maior de Felix Jr. (Jack McBrayer) e os demais habitantes do jogo, que nunca o convidam para festas e nem mesmo o tratam bem. Para provar que merece tamanha atenção, ele promete que voltará ao jogo com uma medalha de herói no peito, no intuito de mostrar seu valor. É o início da peregrinação de Ralph por outros jogos, em busca de um meio de obter sua sonhada medalha.

Comentário: Entre as animações indicadas ao Oscar como as melhores de 2012, sem dúvida alguma Detona Ralph é a mais “infantil” entre elas, tanto visualmente quanto em seu roteiro, sendo assim, é um filme familiar e com piadas e conteúdo que vão agradar principalmente as crianças ou pais saudosistas (em grande parte pelo apelo emocional dos games antigos).
Divertido, bem elaborado, mas com uma historinha repetitiva e repleta de lições de moral (o que acaba tornando o filme previsível), Detona Ralph agrada mas não surpreende um espectador mais exigente. Ora é engraçado, ora cai na mesmice, e no meio disso tudo temos uma obra irregular, porém eficiente. O grande merito do filme são seus interessantes personagens.Tanto Ralph, quanto Conserta Félix e alguns personagens secundários são muito bem constituidos e possuem em conjunto algumas cenas memoráveis. Mesmo diante disso tudo já posso adiantar que entre as melhores animações do ano ainda fico com Paranorman e Frankenweenie, ambas excepcionalmente mais elaboradas e de resultado final poderoso. Trailer Aqui.

sábado, 26 de janeiro de 2013

Crítica do Filme: Amor (2012) ***

 Pré-Estréia hoje hoje no CINE JARDINS 21hs.
Direção: Michael Haneke
Gênero: Drama
Elenco: Jean-Louis Trintignant, Emmanuelle Riva, Isabelle Huppert.

Minha Crítica
Vencedor do Palma de Ouro em Cannes como melhor filme, vencedor do Globo de Ouro de melhor filme estrangeiro, indicado a cinco prêmios do Oscar (inclusive o de melhor filme) e apontado por grande parte da critica mundial como uma das melhores obras de 2012. Amor que é dirigido pelo cultuado Michael Haneke, tem um currículo vigoroso, mas que se analisarmos friamente o filme vamos verificar que não passa de  uma obra correta e onde as interpretações sobressaem sobre o resultado final.

O diretor Michael Hanake, que já venceu o Oscar de filme estrangeiro com o “difícil” e cultuado A Fita Branca(2009), e também dirigiu os polêmicos Jogos Perigosos(1997) e A professora de Piano (2000), todos repletos de qualidades e com grandes admiradores, desta vez resolveu “fugir” da polêmica e realizou uma obra crua, direta e que aborda dois sentimentos e sentidos humanos universais , o amor e também a morte.

“Amour” aborda com delicadeza a relação de um casal octogenário, altamente intelectualizado e que vivem sozinhos e envoltos de um grande sentimento de cumplicidade. Músicos, ávidos leitores e extremamente educados, Anne e Georges dividem tudo e se tratam de maneira amável e deixa nítido para o espectador toda a sincronia em torno do casal. Até que um derrame acomete Anne e a partir daí o filme toma outros rumos e segue o objetivo imaginado por Haneke, o amor e suas nuances frente à degradação de uma senhora inteligente e altiva e também o declinio da relação do casal.

Realizando uma obra sem sentimentalismos e extremamente crua, o diretor extravasa todas as dificuldades da doença de Anne e principalmente da forma em que Georges mesmo visualmente debilitado, tenta manter a dignidade de sua esposa a qualquer custo e ainda com grandes doses de carinho e amor ( até mesmo quando extrapola em seus atos pelo bem de sua esposa).Vale ressaltar que o grande mérito do filme e sem dúvida alguma as atuações de Jean-Louis Trintignant como Georges e especialmente Emmanuelle Riva, que está verdadeiramente sensacional como Anne e consegue construir sua personagem com realística maestria e sem exageros, tanto que ambos foram muitíssimos premiados por suas atuações em “Amour” e Riva ainda foi indicada ao Oscar de melhor atriz. Um luxo para uma magnífica atriz de 85 anos de idade.

Desenvolvido de forma terna e sem oscilações, se passando inteiramente dentro do apartamento do casal e sempre utilizando uma câmera fixa em suas filmagens (tentando assim transparecer toda solidez da história), “Amour” é um filme que tem como tema além do amor a ancianidade, mas que sua abordagem do assunto também apesar de elogiosa, se compara tanto em atuações quanto em resultado final, com outros grandes filmes da história do cinema: Num Lago Dourado, Longe Dela, Conduzindo Miss Dayse, Regresso para Bountiful, Morangos Silvestres, As Baleias de Agosto e também Cocoon.

“Amour” não é uma obra apaixonante, longe disso, é um filme duro e de abordagem crua, porem muito bem construído e conta com atuações verdadeiramente excepcionais. E só não o admiro ainda mais em razão da desnecessário dualidade de seu final.
Trailer Aqui.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Crítica do Filme: Django Livre (2012)*****

Direção: Quentin Tarantino
Gênero: Faroeste
Elenco: Jamie Foxx, Christoph Waltz, Leonardo DiCaprio, Samuel L. Jackson, Kerry Washington, Jonah Hill.
Sinopse: Django (Jamie Foxx) é um escravo liberto cujo passado brutal com seus antigos proprietários leva-o ao encontro do caçador de recompensas alemão Dr. King Schultz (Christoph Waltz). Schultz está em busca dos irmãos assassinos Brittle, e somente Django pode levá-lo a eles. O pouco ortodoxo Schultz compra Django com a promessa de libertá-lo quando tiver capturado os irmãos Brittle, vivos ou mortos. E com isso os dois partem em uma aventura repleta de violência para tentar resgatar Broomhilda( Kerry Washington), esposa de Django que foi comprada por Calvin Candie (DiCaprio), um poderoso fazendeiro escravagista.

Minha Crítica
Como é bom assistir a um filme verdadeiramente construído por um diretor tão autoral como é Quentin Tarantino. Após criar grandes obras na história do cinema recente: o genial Pulp Fiction, a sanguinolenta homenagem aos filmes orientais Kill Bill, o premiado Bastardos Inglórios e também roteirizar os memoráveis Amor à Queima Roupa e Um Drink no Inferno, Tarantino novamente volta a sua melhor forma e surpreende com Django Livre, para mim seu melhor trabalho desde a criação de sua obra prima Pulp Fiction em 1994.



Para começar, não consigo enxergar toda essa violência diagnosticada em Django Livre, na realidade enxergo que toda essa violência explicita ou não em Django é obrigatoriamente justificada, ao contrário de outros filmes do diretor, cito como exemplo Kill Bill, que tenta brincar com a violência para entreter seus espectadores. Ainda tenho outra visão sobre a violência em Django, percebo uma maturidade do realizador Tarantino até mesmo em trazer beleza e exuberantes fotografias durante as “poucas explicitas cenas de sangue”, sempre em contrapartida fazendo questão de filmar a beleza da cena pós-morte, seja em um cavalo branco ou em rosas, tudo filmado de maneira muito limpa e nada abstrata.

Django Livre me surpreendeu do primeiro minuto até o minuto final, para mim, o filme além de ser um espetáculo visual também possui um roteiro memorável e brilhante, merecendo tanto o Globo de Ouro que venceu na categoria, como também sua indicação ao Oscar (e que vou fazer questão de torcer por sua vitória). A construção dos personagens em Django é genial, os diálogos e frases são geniais, tudo em Django tem uma razão e uma conclusão, esse é o grande mérito da obra. 


Não existe personagens, ações, ou mesmo violência que não tenha uma boa razão ou que proporcione uma cena envolvente e inesquecível, talvez essa seja a característica que abrilhante ainda mais o filme e o torne uma obra diferenciada, são várias as cenas que não consigo tirar da cabeça mesmo uma semana após ver o filme: a ótima cena de apresentação do personagem de Christoph Waltz ( o caçador de recompensas Dr. Schultz); a chegada de Django a fazenda de Calvin(DiCaprio) e a maneira contestadora e aterrorizada na qual o personagem de Samuel L.Jackson fica ao perceber que “um negro” vai ficar na casa do seu patrão; a brilhante cena da tocaia e toda discursão involuntária sobre o corte das mascaras e a maneira simples e corriqueira na qual Tarantino brinca com a situação e demonstra todo seu bom humor e talento; sem citar as incontáveis frases de efeito e toda grandiosidade dos seus minutos finais. 


É tão difícil falar de um filme tão magnifico com Django que se pudesse resumir diria, veja o filme agora, pois é uma obra prima do começo ao fim. Mas tenho também que chamar atenção para as excepcionais atuações de todo o elenco: Jamie Foxx está muito convincente como Django; Samuel L.Jackson rouba a cena como o mordomo Stephen (que eu acho uma das melhores coisas do filme e daria facilmente uma indicação como Ator Coadjuvante), Leonardo Dicaprio apresenta mais uma grande atuação (apesar de não ser um daqueles que contesta sua não indicação ao Oscar); e o melhor, Christopher Waltz tem uma atuação soberba, marcante e que supera e muito a sua também premiada atuação em Bastardos Inglórios. Waltz apresenta e representa toda a frieza e sutileza do personagem que considero uma das mais deslumbrantes e interessantes atuações que vi nos últimos anos. Merecidamente premiada com o Globo de Ouro de melhor ator coadjuvante e que tem todo meu apoio também na corrida pelo Oscar. Na verdade, todas as melhores cenas e diálogos presentes em Django possuem a presença e a marcante atuação de Christoph Waltz e seu Dr. Schultz.

Django é um filme fantástico. A Direção de Quentin Tarantino é fantástica, seu roteiro, seus personagens, as atuações, a excelente trilha sonora, a construção das cenas, resumindo, Django Livre é até aqui o melhor filme que vi no último ano e meu favorito na corrida pelo Oscar.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Crítica do Filme: Curvas da Vida (2012) ***1/2


Direção: Robert Lorenz
Gênero: Drama
Elenco: Clint Eastwood, Amy Adams, Justin Timberlake, John Goodman, Matthew Lillard, Robert Patrick, Bob Gunton.
Sinopse: Gus Lobel (Clint Eastwood) é um veterano olheiro de baseball, daqueles que se recusam a trabalhar usando o computador e apostam todas as fichas em seu feeling sobre os jogadores. Restando apenas três meses para o fim de seu contrato, ele começa a ter problemas de visão devido a um glaucoma. Escondendo a doença de todos, Gus é enviado para analisar Bo Gentry (Joe Massingill), um promissor rebatedor que pode ser a escolha de sua equipe no próximo draft. Entretanto, ao desconfiar que há algo errado com o velho amigo, Pete Klein (John Goodman) pede à filha dele, Mickey (Amy Adams), que o acompanhe na viagem. Mickey trabalha como advogada e está prestes a se tornar sócia na empresa em que trabalha, mas passa por cima dos compromissos profissionais para acompanhar o pai, apesar de eles terem um relacionamento problemático. Juntos, eles avaliam o potencial de Gentry e encontram Johnny Flanagan (Justin Timberlake), um ex-jogador de baseball que é agora olheiro de outra equipe.

Minha Crítica: A crítica americana praticamente ignorou esse novo filme que é na realidade mais um projeto de Clint Eastwood, só que dessa vez o renomado ator/diretor resolveu apenas o produzir e deixou a tarefa de dirigir para o estreante Robert Lorenz, um antigo colaborador dos seus filmes.

Ambientado nos bastidores do mundo do baseball, onde nos Estados Unidos é o esporte mais popular e considerado praticamente uma religião. O filme usa a premissa esportiva apenas como “pano de fundo” de sua verdadeira história, os conflitos entre um pai ausente e retrógado (Clint Eastwood), e sua filha (Amy Adams), que apesar de se dedicar inteiramente a carreira de advogada, sempre tenta uma aproximação com seu pai, mas nunca a consegue de fato.

 Um dos pontos de exclamação do filme é o grande número de conhecidos rostos do cinema que compõem o elenco. Além do grande astro que é Clint Eastwood, o filme conta com os jovens talentos Amy Adams e também o cantor/ator Justin Timberlake, provando que melhorou muito e hoje pode ser considerado um bom ator. Também compõem o elenco o ótimo John Goodman (que já havia arrancado elogios no filme Argo), o péssimo Matthew Lillard (que considero um dos mais insuportáveis e canastrões atores do cinema atual), Robert Patrick (imortalizado em Exterminador do Futuro 2) e Bob Gunton, um rosto conhecido de diversos filmes mas que nunca sabemos o nome, ele inclusive atuou em Argo, O Poder e a Lei, Um Crime de Mestre e no clássico Um Sonho de Liberdade.

Fácil de acompanhar e pouco pretensioso (o que explica sua ausência nas premiações de 2012), Curvas da Vida desenvolve sua história com simplicidade, ótimas atuações, algumas frases de efeito e personagens humanos e bem desenvolvidos. Tudo sem exageros ou com linguagem complicada para quem não conhece o esporte, como já havia dito anteriormente, o filme é voltado para as relações interpessoais entre os personagens e não tenta dar uma aula sobre baseball, fato comum em outro recente e elogiado filme sobre o tema, O Homem que Mudou o Jogo.

Algo que me preocupou durante o longa foi o quanto Clint Eastwood está velho e cansado. Talvez seja por isso que resolver não dirigir essa obra que muito tem a ver com alguns filmes recentes de sua carreira. Dinâmico, esportivo e por vezes tocante, novamente Eastwood acerta a mão em uma produção que verdadeiramente me surpreendeu. Curvas da Vida é um daqueles filmes que assistimos e após o seu final faz o espectador se sentir bem e de alguma forma reflexivo.Trailer Aqui.

domingo, 13 de janeiro de 2013

Crítica do Filme: Amor Impossível (2012)***

Direção: Lasse Hallstrom
Gênero: Romance/Drama
Elenco: Ewan McGregor, Emily Blunt, Amr Wadek, Kristin Scott Thomas.
Sinopse: Um xeique visionário (Amr Waked) acredita que a arte da pesca do salmão pode transformar a vida de sua gente e decide levar a pesca esportiva para o meio do deserto. Sem medo do quanto essa ideia iria custar, mas disposto a fazer o seu sonho tornar-se realidade, ele tenta contratar um especialista britânico em peixe e pesca o Dr. Alfred Jones (Ewan McGregor), que a princípio acha a história um grande absurdo e pensa em recusar a oferta. O assunto morreria ali se não fosse à interferência do governo britânico, que vê na iniciativa uma boa oportunidade de trazer ao público uma notícia positiva referente ao Oriente Médio, o que desviaria a atenção sobre a participação do exército no Afeganistão.

Minha Crítica: Amor Impossível foi pra mim uma das mais gratas surpresas na temporada 2012/2012 de cinema. E tenho que parabenizar principalmente aos eleitores do Globo de Ouro, pois foram eles que tiveram a sensibilidade de indicarem o filme ao prêmio de melhor comédia/musical do ano. Chamo atenção também, pois essa aparente comédia romântica é na verdade uma surpreendente obra que tem como ponto principal uma história muito original e incrivelmente interessante. E que se não fosse essa indicação talvez o filme passasse despercebido por grande parte do público e talvez até mesmo por mim.

Contando com ótimas atuações de Ewan McGredor e Emily Blunt (também indicados como melhor ator e atriz em um filme de comédia ou musical no Globo de Ouro), o filme ainda  possui a sempre competente e por vezes brilhante direção do já lendário Lasse Hallstrom, que sempre dirige obras de grande apelo sentimental e que conseguem tocar verdadeiramente a alma de seus  espectadores. Na realidade, sempre considerei Lasse um mago em transformar histórias convencionais em filmes inesquecíveis e consequentemente adorados pelo grande público. Cito entre suas grandes obras: Sempre ao seu Lado, Chocolate, Regras da Vida, Gilbert Grape, Meu Querido Intruso e Minha Vida de Cachorro.

Não posso deixar de criticar a péssima tradução do título original para essa tradução em português, enquanto originalmente o filme se chama algo como “Pescando Salmão no Iêmen” (o que também considero um titulo inusitado), aqui no Brasil foi erroneamente chamado de Amor Impossível, um título banal e que pouco reflete a essência de uma obra tão bem realizada.

A grande qualidade do filme fica por conta dos “ricos personagens” interpretados por Ewan McGregor e Emily Blunt. Divertidos, imperfeitos, engraçados e tipicamente ingleses, ambos são responsáveis pelos melhores momentos do filme. Também não posso citar a marcante interpretação de Kristin Scott Thomas como uma assessora de imprensa feroz e totalmente dedicada ao seu trabalho, que é divulgar e auxiliar o Primeiro Ministro inglês e consequentemente seu governo para que ambos sejam bem vistos pela comunidade internacional.


Totalmente imprevisível, assim como sua original premissa, Amor Impossível surpreende, agrada e conquista o espectador com suas imponentes reviravoltas, seus ótimos diálogos e personagens realmente cativantes. Além é claro de uma direção leve e por vezes ousada de Hallstrom, que pontua toda a obra e a transforma em uma sessão de cinema leve, inteligente e que podemos também chamar de apaixonante.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Os Melhores Filmes de 2012

Como já havia dito em outro post, todo filme que assisto é catalogado e este método de catalogação é por ano de produção e lançamento nos cinemas, não importando realmente seu lançamento no circuito brasileiro, sendo assim, os filmes de 2011 que só estrearam no Brasil em 2012 não entram nessa relação e sim na publicada anteriormente com o titulo de melhores filmes de 2011. Vejamos abaixo minha relação de melhores filmes de 2012 que provavelmente vou a atualizar em meados de março, data limite para que os mais comentados filmes de 2012, cheguem aos cinemas do país, tal como: O Lado Bom da Vida, A Hora mais Escura, Os Miseráveis, Amour, Lincoln, The Master, Django Livre, entre outras obras tidas como uma das melhores do ano.

Melhor Filme Brasileiro do Ano

Os 10 Melhores Filmes do Ano

1. As Aventuras de Pi
"Além de uma fantástica história, seu visual é incrivelmente inesquecível. 
Um dos mais belos da história do cinema"
 
2. O Impossível
"Extremamente emocionante. Um filme forte, visceral e incrível"
 
 3. Moonrise Kingdom
"Mais uma incrível história elaborada pelo diretor Wes Anderson. Simples mas por vezes brilhante...Moonrise Kingdom é fantástico"
4. Intocavéis
"Tocante e engraçado...um dos melhores filmes europeus de 2012"
   
5. Argo
"Sua ótima história e um grupo de atuações incrivéis fazem de Argo 
um dos melhores filmes de 2012"
6. Selvagens
"Oliver Stone volta a forma em um filme quente, empolgante e 
verdadeiramente arrasador"
   
7.  007- Operação Skyfall
"Direção segura de Sam Mendes...personagens históricos e um James Bond de arrasar.
Skyfall é o blockbuster do ano"
8. Os Vingadores
"Divertido, empolgante e engraçado! Uma divertida sessão de cinema"
   
9. O Hobbit - Uma Jornada Inesperada
"Grandioso e prazeiroso. Peter Jackson novamente constroi um grande filme"
   
10. Para Roma com Amor
"Leve, Engraçado e repleto de situações que lembram o melhor do diretor, Para Roma com Amor é uma viagem as obras deliciosas de Woody Allen"
   
11. Os Infratores
" Violento, com ótimas atuações e uma história incrivelmente real, 
Os Infratores é sem dúvida alguma um dos melhores filmes do ano".
 
Menções Honrosas: Batman- O Cavaleiro das Trevas Ressurge, Sombras da Noite, Protegendo o Inimigo, O Ditador, 360, Projeto X, Poder sem Limites, A Perseguição, Passe Livre, Um divâ para Dois, Marcados para Morrer, Magic Mike, A Garota, Virada No Jogo, Bernie, Looper- Assassinos do Futuro e Frankeweenie.
As Cinco Maiores Decepções do Ano: Na Estrada, Cosmopólis, Prometheus, Busca Implacável 2 e Ted.