Críticas de Filmes

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quinta-feira, 7 de julho de 2016

Os 10 melhores filmes de animação de todos os tempos

Em razão da estreia do filme “Procurando Dory”, selecionei
dez filmes imperdíveis do gênero

Nunca é fácil elaborar uma lista dos dez melhores. Ainda mais quando pensamos em obras de animação, um gênero que agrega paixões e nostalgia. Listas tendem a levantar debates e dividir opiniões, mas o grande “barato” de uma lista é chamar a atenção do leitor para obras que foram incompreendidas ou ainda não foram vistas.

Os longas de animação podem ser profundos, engraçados, adultos, infantis ou mesmo assustadores. E entre os diversos estúdios, se destacam a Disney, a Pixar e as obras japonesas, que sempre apresentam histórias e visual muito diferente das obras ocidentais. 

Nos últimos anos, cada vez mais esses filmes são destinadas a um público menos especifico. Hoje direcionados a crianças, adolescentes e adultos. E já faz tempo que alcançam recordes de bilheteria e acumulam elogios da crítica. Sua importância é tão grande que a própria Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, responsável pelos prêmios Oscar, criou a categoria de Melhor Animação em 2002 (ano em que Shrek venceu a estatueta).

Veja abaixo a minha lista dos 10 melhores filmes de animação:


Trilogia Toy Story (1995, 2010)*****
Direção: John Lasseter
Como não ser fã de uma das mais amadas séries de animação da história do cinema. Tem como não admirar o caubói Woody, o patrulheiro espacial Buzz Lightyear e todos os brinquedos do menino Andy? Toy Story é o típico filme que consegue agradar crianças e adultos. Levando diversão, risos e também lágrimas, como em Toy Story 3, que tenho que admitir, é o meu predileto da trilogia. 

Procurando Nemo (2003) *****
Direção: Andrew Stanton
Procurando Nemo é uma das mais espetaculares e amadas animações da história do cinema, e claro, merecidamente. O filme é engraçado, possui um ótimo roteiro e personagens cativantes, como o papai Marlin, a esquecida Dory e o aventureiro Nemo. 

Wall-E (2008)****
Direção: Andrew Stanton
O filme consegue combinar drama existencial, viés ecológico e humor. Após entulhar a Terra de lixo e poluir a atmosfera com gases tóxicos, a humanidade deixou o planeta e passou a viver em uma gigantesca nave. O plano era que o retiro durasse alguns poucos anos, com robôs sendo deixados para limpar o planeta. Wall-E é o último destes robôs, que se mantém em funcionamento graças ao auto-conserto de suas peças. Até que um dia surge repentinamente uma nave, que traz um novo e moderno robô: Eva. A princípio curioso, Wall-E logo se apaixona pela recém-chegada. O filme venceu o Oscar de Melhor Animação e rapidamente ganhou admiradores de todas as idades. Wall-E é realmente uma pequena obra prima.

O Rei Leão (1994) *****
Direção: Roger Allers
A trilha sonora é perfeita, os personagens marcantes e o roteiro repleto de conteúdo. O Rei Leão é um dos mais bem sucedidos filmes do gênero e até hoje, é um marco dentro da animação. Como se esquecer de personagens tão cativantes como Simba, o malvado Scar e os engraçados Timão e Pumba. Sem falar que o filme já levou muitos espectadores as lágrimas com a cena da morte de Mufasa.

Shrek (2001) ****
Direção: Andrew Adamson
O filme é perfeito em vários aspectos. Shrek é incrivelmente engraçado, repleto de referências sarcásticas e dono de um humor politicamente incorreto que conquista espectadores de qualquer idade. Um dos marcos da obra e ter sido direcionado para um público mais adulto e mais exigente. Resultado, sucesso de público e crítica, e vencedor do Oscar de Melhor Animação em 2001.


O Fantástico Sr. Raposo (2009)****
Direção: Wes Anderson
O Fantástico Sr. Raposo é simplesmente genial. Sem falar que é dirigido pelo também genial Wes Anderson (Moonrise Kingdom e O grande Hotel Budapeste). O roteiro é espetacular, o visual encantador e os personagens extremamente cativantes e complexos. Chamo atenção para o humor impagável e satírico, tão fantástico quanto o título do filme. Também aconselho a assistir a obra legendada, e assim, desfrutar da dublagem de George Clooney, Meryl Streep e Bill Murray, que são responsáveis pelo trio de protagonistas.

Os Incríveis (2004)****
Direção: Brad Bird
Os Incríveis é um daqueles filmes que consegue unir aventura e humor com uma eficiência ímpar. E merecidamente venceu o Oscar de Melhor Animação em 2005. Roberto Pêra já foi o maior herói do planeta sob o codinome Sr. Incrível. Porém, após salvar um homem de se suicidar, ele é processado e condenado na Justiça. Quinze anos depois, Roberto leva uma vida pacata ao lado de sua esposa, que já foi a super-heroína Mulher-Elástica, e seus três filhos. Com vontade de retomar a vida de herói, ele tem a grande chance quando surge um comunicado misterioso, que o convida para uma missão secreta em uma ilha remota. 


Branca de Neve e os Sete Anões (1937)****
Direção: William Cottrell
O filme foi o primeiro longa de animação da Disney e foi baseado em um “conto de fadas” dos irmãos Grimm. A história é universal, os personagens marcantes e a história um verdadeiro clássico. Muito em razão de conseguir unir romance e aventura com a máxima qualidade possível. Na trama, um conjunto de personagens notáveis: a rainha má, Branca de Neve, os sete anões e o príncipe encantado.

Vida de Inseto (1998)****
Direção: John Lasseter
Confesso que sou um grande fã de Vida de Inseto. A história é ótima e os personagens idem.  E além de tudo, foi lançado no mesmo ano que outra obra de temática semelhante, o também admirável Formiguinhaz, que conta com a participação toda especial de Woody Allen. Entre o humor intelectual de um, e o requinte visual do outro, fiquei com Vida de Inseto como o meu predileto. O filme acompanha a formiga Flik, que tenta combater um grupo de gananciosos gafanhotos que exige parte da colheita das formigas. Para isso, conta com a ajuda de um grupo de insetos-heróis muito atrapalhados. 


Operação Big Hero (2014)****
Direção: Don Hall
Sinceramente acho Operação Big Hero uma das melhores animações dos últimos anos. O filme mistura romance, drama e uma história emocionante com qualidade e principalmente, sensibilidade. O filme inclusive venceu o Oscar de Melhor Animação. E outra, o personagem Baymax é simplesmente espetacular.


Menções Honrosas: 
Ratatouille (2007)***, Up: Altas Aventuras (2009)***, A Bela e a Fera (1991) ***, Monstros S.A (2001)***, Frozen: Uma Aventura Congelante (2013)***, Como Treinar o seu Dragão (2010)***, A Era do Gelo (2002)***, fantasia (1940)***, O Gigante de Ferro (1999), A Pequena Sereia (1989)***, A Viagem de Chihiro (2001)***, Meu Amigo Totoro (1988)***, Ponyo (2008)***, Mogli (1967)***, Bambi (1942)***, Zootopia (2016) ***, Divertida Mente (2015)***, Uma Aventura Lego (2014)***, Enrolados (2010)***, Happy Feet (2006) ****, Pinóquio (1940)***, Dumbo (1940) ***, Cinderela (1950)***, Alice no país das Maravilhas (1951)****, Formiguinhaz (1998)****, Kung Fu Panda (2008) ***.

domingo, 13 de abril de 2014

Crítica do Filme: Um Time Show de Bola(2013) ***


Direção: Juan José Campanella

Somente agora consegui matar minha curiosidade e assistir a essa nova animação que “surpreendentemente” é uma produção argentina e com direção de Juan José Campanella, o mesmo do ótimo vencedor do Oscar de melhor filme estrangeiro O Segredo dos Seus Olhos(2009). Com isso podemos perceber o poderio e as varias vertentes que o cinema argentino consegue “atacar” e com grande qualidade e reconhecimento. Sempre costumo dizer que ainda acho que o “bom” cinema brasileiro é um dos melhores do mundo, agora que o cinema argentino produz em maior escala filmes de grande e variada qualidade, isso não posso negar.

E para surpreender ainda mais, Um Time Show de Bola é uma ótima aventura que tecnicamente não deixa a desejar para nenhuma superprodução americana e consegue ao mesmo tempo divertir, comover e ainda mais em um ano de copa do mundo, criar a verdadeira dimensão da importância que o futebol tem para grande parte dos países latinos.

O filme narra à história de Amadeo, uma criança aficionada em jogar totó e que acaba crescendo e ainda nutrindo uma grande paixão e imaginação com sua brincadeira predileta. Anos mais tarde, um arrogante e milionário jogador de futebol resolve comprar a cidade natal de ambos e construir um imenso parque temático em sua própria homenagem, tudo em razão de um  ressentimento em relação a uma derrota para Amadeo no totó.  Além disso,  faz parte dos planos do vilão destruir a mesa do jogo e acabar com o admirado time do Amadeo.Com isso a mágica se inicia e os  jogadores ganham vida para tentar ajudar ao seu companheiro de grandes vitórias a recuperar a cidade vencendo o desafio proposto pelo vilão, “quem ganhar uma partida real de futebol tem o direito de ficar com a cidade”. 


E através de uma historia deliciosa para os fanáticos por futebol como eu e também um ótimo desenvolvimento dado pelo roteiro/diretor, Um Time Show de Bola se resume em um admirável entretenimento, e que mesmo com  "algumas dispensáveis e confusas reviravoltas em sua história", ainda é uma obra apaixonante e que pelo menos em mim causou uma grande sensação de nostalgia, pois eu ainda carrego uma grande quantidade de Amadeo em mim.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Crítica do Filme: Detona Ralph (2012)**1/2

Direção: Rick Moore
Gênero: Animação
Vozes: John C.Reilly, Sarah Silverman, Jack McBrayer, Jane Lynch.
Sinopse: Ralph (John C. Reilly) é o vilão de Conserta Félix Jr., um popular jogo de fliperama que está completando 30 anos. Apesar de cumprir suas tarefas à perfeição, Ralph gostaria de receber uma atenção maior de Felix Jr. (Jack McBrayer) e os demais habitantes do jogo, que nunca o convidam para festas e nem mesmo o tratam bem. Para provar que merece tamanha atenção, ele promete que voltará ao jogo com uma medalha de herói no peito, no intuito de mostrar seu valor. É o início da peregrinação de Ralph por outros jogos, em busca de um meio de obter sua sonhada medalha.

Comentário: Entre as animações indicadas ao Oscar como as melhores de 2012, sem dúvida alguma Detona Ralph é a mais “infantil” entre elas, tanto visualmente quanto em seu roteiro, sendo assim, é um filme familiar e com piadas e conteúdo que vão agradar principalmente as crianças ou pais saudosistas (em grande parte pelo apelo emocional dos games antigos).
Divertido, bem elaborado, mas com uma historinha repetitiva e repleta de lições de moral (o que acaba tornando o filme previsível), Detona Ralph agrada mas não surpreende um espectador mais exigente. Ora é engraçado, ora cai na mesmice, e no meio disso tudo temos uma obra irregular, porém eficiente. O grande merito do filme são seus interessantes personagens.Tanto Ralph, quanto Conserta Félix e alguns personagens secundários são muito bem constituidos e possuem em conjunto algumas cenas memoráveis. Mesmo diante disso tudo já posso adiantar que entre as melhores animações do ano ainda fico com Paranorman e Frankenweenie, ambas excepcionalmente mais elaboradas e de resultado final poderoso. Trailer Aqui.

domingo, 18 de novembro de 2012

Crítica do Filme: Valente (2012)** 1/2

Direção: Mark Andrews, Brenda Chapman
Gênero: Animação
Vozes: Kelly Macdonald, Billy Connoly, Emma Thompson, Julie Walters.

Fui totalmente empolgado – apesar de minhas ressalvas com relação aos filmes de animação - para assistir a essa nova produção da Pixar, que também foi  responsável pelos ótimos, e dos quais sou fã de alguns: Toy Story, Vida de Inseto, Procurando Nemo, Wall-E e Ratatouille, resumindo, elogiadas animações que também foram campeãs de bilheteria. Mas após a aquisição por completo da Pixar pela Disney, era questão de tempo até a companhia investir em um filme de animação mais “convencional”, um conto de fadas com a cara da Disney, e para deixar sua marca diferenciada surge a primeira protagonista mulher da Pixar, surge Mérida, a princesa valente que dá nome ao filme. 

A história do filme gira em torno dessa princesa de cabelos rebeldes e atitudes mais rebeldes ainda, que é treinada para ser uma princesa – em todos os sentidos – e que na verdade tenta viver livre e de maneira aventureira. Quando sua mãe resolve realizar uma competição contra a sua vontade para escolher seu futuro marido, Mérida recorre a um feitiço para fazer com que ela mude de opinião, mas as coisas não saem como planejadas e a rainha acaba sofrendo uma transformação que não era a que a jovem princesa esperava. Começa então o processo de amadurecimento de Mérida enquanto tenta reaver o feitiço que caiu sobre sua família, evitar uma guerra eminente e acima de tudo, fugir e resolver as várias confusões que acaba se metendo decorrentes de sua negligente decisão.
Como filme, acho Valente apenas convencional, possuindo uma história que beira a banalidade somente destacando sua parte técnica – sempre irretocável –, e as cenas relacionadas à transformação de sua mãe, que acabam beirando a genialidade, e sendo por vezes extremamente engraçadas.

Das animações que pude ver esse ano Valente ainda é superior as restantes, mas acredito que a grande vencedora do Oscar de melhor animação ainda está por vir, pois seria um retrocesso na premiação dar o prêmio de melhor filme para uma animação pouco original e nada memorável, e que contém uma péssima característica das animações – até entendo por serem voltadas ao público infantil – sempre tem que conter uma “lição de moral” no final, acho que acima de tudo o cinema tem que ter identidade própria, seja em um bom drama ou em uma animação, talvez essa seja a grande diferença que ainda me mantém afastado de ser um apaixonado por esse gênero cinematográfico, salve algumas e raras exceções.

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Crítica do Filme: Piratas Pirados (2012) *1/2

Direção: Peter Lord
Gênero: Animação
Elenco: Hugh Grant, Salma Hayek, Brendan Gleeson, Jeremy Piven, David Tennant.
Como já assumi anteriormente, não sou muito fã de longas de animação e também não me simpatizei desde o principio com essa nova produção do diretor Peter Lord, o mesmo do ótimo “A Fuga das Galinhas” (2000). O enredo conta sobre um Capitão Pirata – na voz do carismático Hugh Grant – que tenta pela primeira vez vencer a premiação de pirata do ano, mas ao lado de sua “atrapalhada” tripulação suas chances são remotas, isso até se encontrar com o famoso pesquisador Charles Darwin (David Tennant), que descobre que o suposto papagaio do capitão é na verdade um raro pássaro, o Dodô. Com isso o Capitão Pirata parte para tentar vencer uma premiação cientifica que ocorre na Inglaterra, terra da temida inimiga número 1 dos piratas, a Rainha Victoria (Imelda Staunton). Lembro que o filme foi realizado utilizando a técnica de animação em stop motion, isso é, utiliza a animação quadro a quadro e é feita quase que praticamente com “massinha”, e de forma totalmente manual. Tecnicamente, o filme “Piratas Pirados” tem seus méritos – quase todos nessa área – mas infelizmente, sua estrutura narrativa é falha, sendo um filme pouco engraçado, por vezes confuso e não consigo visualizar um público alvo com clareza, acho que os adultos vão o achar por vezes infantil demais e as crianças não devem interagir apropriadamente, resumindo, assim fica explicado o pouco sucesso do filme que tende a cair no esquecimento assim que colocamos o corpo para fora do cinema ou desligamos a TV.

Trailer: http://www.youtube.com/watch?v=XBrdxRKn35M