Críticas de Filmes

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sábado, 28 de fevereiro de 2015

Crítica do Filme: Sem Direito a Resgate (2014)*

Direção: Daniel Schechter
Elenco: Jennifer Aniston, Tim Robbins, Isla Ficher, Mos Def, John Hawkes


Sinopse: Mickey Dawson (Jennifer Aniston) é sequestrada e seu rico marido (Tim Hobbins), que está com a amante (Isla Fisher), se recusa a pagar o resgate exigido pelos criminosos. Com isso, os sequestradores terão que se planejar para encontrar outra forma de receber o dinheiro desejado.

Meu Comentário: Apesar do bom elenco e de ser baseado em uma obra literária do consagrado Elmore Leonard, Sem Direito a Resgate é um verdadeiro fiasco!

Repleto de atuações apáticas e graves problemas de ritmo, o filme gostaria muito de ser uma daquelas obras “descoladas”, repleto de personagens interessantes, diálogos inteligentes e situações inusitadas, tenta...mas não é. E passa longe do êxito de obras semelhantes e que já foram consagradas pelo público e pela crítica, tal como os elogiados Trapaça(2013), Jackie Brown(1997), Fargo (1996) ou mesmo o clássico Golpe de Mestre(1973). E o filme até tenta ser engraçado, mas não é, tenta ser um filme policia, mas não é, e até tenta ser um filme repleto de reviravoltas, mas falha acentuadamente em todas as suas tentativas.

O filme é um desperdício de tempo para o espectador e de talento para nomes como Jennifer Aniston, John Hawkes e principalmente Tim Robbins, que realmente nada faz. Sem falar na direção/condução estupidamente burocrática do inexperiente (e incapaz) diretor/roteirista Daniel Schechter, que pode facilmente ser apontado como o principal contribuindo do contundente fracasso que é o filme.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Crítica do Filme: Acima das Nuvens (2014) ***

Direção: Olivier Assayas
Elenco: Juliette Binoche, Kristen Stewart, Chloe Grace Moretz.

Sinopse: Maria Enders (Juliette Binoche) é uma famosa atriz que fica perturbada com o fato de que Jo-Ann (Chloë Moretz), jovem estrela de Hollywood, irá interpretar o papel que a fez famosa há vinte anos. Convidada a dividir o palco com a novata, uma insegura Enders viaja até os Alpes para ensaiar e conta com o apoio de sua assistente (Kristen Stewart) no confrontamento com seu passado.

Meu Comentário: Concorrente à Palma de Ouro do festival de Cannes em 2014, e também indicado em várias categorias do César (maior premiação do cinema francês), Acima das Nuvens é um filme denso, verborrágico, poderoso e que possui como grande mérito as atuações do seu trio de protagonistas: Juliette Binoche (que está fantástica), Kristen Stewart e Chloe Grace Moretz. Alias, por essa atuação, Kristen Stewart foi à primeira americana a ser indicada em uma categoria de interpretação na história do César (ela disputa como melhor atriz coadjuvante).

A grande questão que envolve o filme são os embates entre o trio de atrizes: a personagem de Binoche se confronta com seu presente e se passado (juventude e amadurecimento), assim como lida com sua assistente (Stewart), e sem perceber que é exatamente da mesma forma que sua personagem também se confronta com a sua assistente, e dá mesma forma como também se confronta durante os ensaios com Jo-Ann (Moretz), e em vários momentos, Binoche é Binoche, Stewart é Stewart e Moretz é Moretz. Resumindo,  ao longo do desenvolvimento do filme, as atuações, as interpretações e os personagens se convertem e  realmente não sabemos o que é encenação e o que é atuação, onde começa os ensaios e onde está a realidade. Nesse sentido, Acima das Nuvens consegue ser brilhante em seu propósito.

sábado, 20 de setembro de 2014

Crítica do Filme: Um milhão de maneiras de pegar na pistola(2014) ***


Direção: Seth Macfarlane
Elenco: SethMacfarlane, Charlize Theron, Liam Neeson, Amanda Seyfried.


Sinopse: Depois que Albert (Seth MacFarlane) foge de um tiroteio, sua namorada (Amanda Seyfried) o deixa para ficar com outro homem. Nesse momento, uma bela e misteriosa mulher (Charlize Theron) chega à cidade e o ajuda a retomar sua coragem, o que faz com que os dois se apaixonem. Albert só não sabia que o marido de sua amada, um notório fora da lei, buscaria vingança e ele teria a chance de colocar em prática sua coragem recém resgatada.

Meus Comentários: Se você está com duvidas se deve ou não assistir nos cinemas a “Um milhão de maneiras de pegar na pistola”, deixe as dúvidas de lado e vá, pois se você aprecia uma boa comédia, repleta de piadas politicamente incorretas e nerds (algumas são verdadeiramente geniais), e, além disso, acha que vai entender as várias referencias a obras clássicas dos westerns. Corra até os cinemas e se divirta de maneira surpreendente com as grandes “sacadas” que o ator/diretor e roteirista Seth Macfarlane, elaborou em seu novo filme.

Pra quem não sabe, Seth Macfarlane é também criador e responsável pelas series de sucesso “The Cleveland Show”, “American Dad” e “Uma Família da Pesada” e em 2012 teve sua primeira experiência nos cinemas com o amado/odiado Ted, que em minha opinião é ainda inferior a esse seu novo filme. Cito ainda que “Um milhão de maneiras de pegar na pistola” se assemelha muito ao tom satírico e “nonsense” já admirado no clássico Banze no Oeste (1974), e digo mais, todas as suas referências– até mesmo as locações ocorreram na lendária área do Monument Valley, no Arizona, local predileto das locações de John Ford –, fazendo de "Um milhão de maneiras de pegar na pistola", ainda superior.

Outro grande mérito do filme foi fazer com que o personagem Albert (que é interpretado pelo próprio Seth Macfarlane), seja a visão “exterior” das situações que ocorrem no velho oeste. Sendo ele o responsável pela contemporaneidade das piadas e também por “avacalhar” e chamar a atenção para os absurdos que ocorriam naquela época, simplesmente genial.

Apesar da falta de originalidade em sua conclusão, “Um milhão de maneiras de pegar na pistola”, diverte com inteligência e é repleto de personagens cativantes, fazendo com que o filme seja em minha opinião, a melhor comédia do ano até o momento.