Críticas de Filmes

Críticas de Filmes
Mostrando postagens com marcador Christian Bale. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Christian Bale. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

Crítica: A Grande Aposta (2015) ****

Direção: Adam McKay
Elenco: Christian Bale, Steve Carell, Ryan Gosling, Brad Pitt, Marisa Tomei.

Sinopse: Michael Burry (Christian Bale) é o dono de uma empresa de médio porte, que decide investir muito dinheiro do fundo que coordena ao apostar que o sistema imobiliário nos Estados Unidos irá quebrar em breve. Tal decisão gera complicações junto aos investidores, já que nunca antes alguém havia apostado contra o sistema e levado vantagem. Ao saber destes investimentos, o corretor Jared Vennett (Ryan Gosling) percebe a oportunidade e passa a oferecê-la a seus clientes. Um deles é Mark Baum (Steve Carell), o dono de uma corretora que enfrenta problemas pessoais desde que seu irmão se suicidou. Paralelamente, dois iniciantes na Bolsa de Valores percebem que podem ganhar muito dinheiro ao apostar na crise imobiliária e, para tanto, pedem ajuda a um guru de Wall Street, Ben Rickert (Brad Pitt), que vive recluso.

Meu Comentário: Grande parte do brilhantismo do filme provém de dois elementos: a ampla criatividade do diretor Adam McKay em contar uma história e também do ótimo elenco.

Adam Mckay sempre me chamou atenção, principalmente por suas interessantes comédias: Os Outros Caras (2010), o ótimo Quase Irmãos (2008) e o espetacular Ricky Bobby-A Toda Velocidade. São grandes filmes do gênero e repletos de pontuais (e não isolados) momentos de genialidade cômica. Sinceramente eu gosto muito da forma na qual o diretor conta suas histórias. Satírico, inteligente e repleto de humor negro. 

Apesar de ser classificado como comédia, A Grande Aposta é uma competente visão de dentro de Wall Street a respeito do colapso bancário que assolou os Estados Unidos e derrubou economias pelo mundo. 

O filme possui uma montagem eletrizante, uma direção irretocável, e além disso, para facilitar ao espectador o emaranhado de termos técnicos referentes a Bolsa de Valores e termos de investimentos, o filme se utiliza de criativas formas de explicação, entre elas, a utilização de uma loira estonteante em uma banheira repleta de espumas, simplificando ao máximo as explicações para grande parte de nós, leigos no assunto.


As vezes confuso, burocrático no segundo ato, brilhante em vários momentos, o filme é uma montanha russa de informações. E que em alguns momentos deixa seu espectador “lá em cima” e totalmente conectado com a obra, e por vezes, sentindo que o filme está monótono ou excessivamente verborrágico. 

A grande Aposta é um dos melhores filmes de 2015, tanto que foi lembrado no Globo de Ouro e possivelmente também será indicado ao Oscar. Categorias? Talvez melhor filme, talvez melhor ator (Bale e Carrell, mas sem chances de vencer), montagem e roteiro, obrigatórios.


terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Crítica do Filme: Êxodo: Deuses e Reis (2014) ***

Direção: Ridley Scott
Elenco: Christian Bale, Joel Edgerton, John Turturro, Sigourney Weaver, Aaron Paul.


Sinopse: Adaptação da história bíblica do Êxodo, segundo livro do Antigo Testamento, o filme narra à vida do profeta Moisés (Christian Bale), nascido entre os hebreus e criado como parte da família real do faraó do Egito. E quando se torna adulto, Moisés recebe ordens de Deus para ir ao Egito, na intenção de liberar os hebreus da opressão. E no caminho, ele deve enfrentar a travessia do deserto e passar pelo Mar Vermelho.

Meu Comentário: Êxodo: Deuses e Reis é definitivamente um bom filme. E mesmo que seja repleto de erros e acertos, consegue ser muito superior a outra importante adaptação aos cinemas de uma passagem bíblica, o irregular Noé, que foi dirigido por Darren Aronofsky e também chegou aos cinemas este ano. Entretanto, ambos as obras me decepcionaram, e talvez a decepção com Êxodo seja ainda mais evidente uma vez que tenho como parâmetro o excelente Os Dez Mandamentos (1956), foi brilhantemente dirigido por Cecil B.DeMille, e possui atuações memoráveis de Charlton Heston e Yul Brynner, respectivamente nos papeis de Moisés e Ramsés.

O grande problema de Êxodo e Noé, é que a história retratada de ambas as obras é de conhecimento prévio de grande parte do público, e eventuais mudanças, mesmo que discretas e autorais (tão presentes em ambos os filmes), acabam causando um estranhamento, e olha que o meu questionamento não é em relação a bíblia, e sim em relação a história retratada e as opções dos roteiristas e diretores.

Quando fiquei sabendo que ambos os filmes estavam sendo produzidos, e também os nomes que estavam envolvidos nos projetos, confesso que imaginei as maravilhas que a tecnologia de hoje poderia proporcionar as duas excelentes histórias. E quando Êxodo começa, logo me deparo com equivocadas interpretações da história, além de uma enxurrada de cenas de ação que em nada acrescentam ao filme e algumas escolhas precipitadas do elenco, principalmente no trio egípcio: John Turturro, Sigourney Weaver e Joel Edgerton (que melhora ao longo do filme).

Mas nem mesmo o excesso de imprudentes escolhas  consegue estragar uma história tão boa quanto é a saga de Moisés e as dez pragas lançadas por Deus sobre o Egito. E mesmo que falte um pouco de emoção e conflitos entre os personagens, o filme possui várias e várias cenas que são visualmente hipnotizantes. E uma das minhas cenas prediletas é quando Ramsés contesta Moisés sobre sua possível origem. A cena é altamente angustiante, bem filmada e possui uma carga emocional elevada. Sem falar na brilhante atuação de Christian Bale, que confesso, demorei a me acostumar com a ideia de Bale ser Moisés, mas ao longo do filme ele me convenceu com todos os méritos.

Êxodo: Deuses e Reis é uma obra grandiosa, que infelizmente tenta conquistar seu espectador com sua grandiosidade visual, ao invés de utilizar toda a profundidade e sensibilidade de sua história. E entre tantos erros e acertos, o filme prende a atenção do seu espectador e se torna o melhor trabalho do diretor Ridley Scott nos últimos anos.

terça-feira, 15 de abril de 2014

Crítica do Filme: Tudo por Justiça (2014)**1/2

Direção: Scott Cooper
Elenco: Christian Bale, Woody Harrelson, Casey Affleck, Zoe Saldana, Forest Whitaker, Williem Dafoe, Sam Shepard.

Sinopse: Russell Baze (Christian Bale) trabalha em uma usina e mora com o pai, que enfrenta sérios problemas de saúde, e o irmão mais novo, Rodney (Casey Affleck). Um dia, Russell se envolve em um acidente de carro, o que faz com que seja preso. Ao sair ele retoma a vida de antes, trabalhando novamente na usina. Entretanto, Rodney se recusa a levar a mesma vida do irmão e do pai. Querendo ganhar dinheiro, ele passa a fazer lutas clandestinas e acaba se envolvendo com um homem violento e bastante perigoso: Harlan DeGroat (Woody Harrelson).

Meu Comentário: Tudo por Justiça é mais uma produção cinematográfica que possui um elenco formidável, além de uma boa premissa, mas que acabou resultando em uma obra “menor” e sem o devido destaque. Neste caso em particular o filme não decolou por dois motivos: a “mão pesada” imposta pelo diretor Scott Cooper, que anteriormente só havia dirigido o também “lento e denso” Coração Louco(2009), e que rendeu o Oscar de melhor filme a Jeff Bridges, e também a sua premissa amplamente generalizada em várias outras obras cinematográficas.

O grande mérito do filme são suas poderosas atuações (Bale, Harrelson e Affleck), entretanto falha na lentidão de seu desenvolvimento ou mesmo em não adentrar de maneira tão eficiente alguns personagens secundários e que se tornam primordiais na conclusão da obra.