Críticas de Filmes

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domingo, 20 de abril de 2014

Crítica do Filme: Paris, Texas (1984) ***

Direção: Wim Wenders
Elenco: Harry Dean Stanton, Nastassja Kinski, Dean Stockwell, Aurore Clement, Hunter Carson.

Sinopse: Um homem (Harry Dean Stanton) é encontrado exausto e sem memória em um deserto ao sul dos Estados Unidos. Aos poucos se recordando de sua vida, ele é acolhido pelo irmão Walt (Dean Stockwell), que é casado com Anne (Aurore Clément). Com eles vive também Alex (Hunter Carson), filho do homem sem memória, que aos poucos volta a se identificar com o pai.

Meus Comentários: Paris, Texas é sempre colocado ao lado de Asas do Desejo (1987), como as obras primas da carreira de Wim Wenders, um dos mais importantes diretores da historia do cinema alemão. Na realidade, eu tenho Paris, Texas como o seu melhor filme (dos que assisti) e aquele pelo qual possuía maior carinho. Falo possuía, pois nessa revisão o filme perdeu um pouco do seu encanto e se tornou de maneira mais ampla, uma obra menor. Cito que o filme foi premiado com o Palma de Ouro em Cannes, além de ser indicado ao Globo de Ouro de melhor filme estrangeiro e ter sido constantemente apontado como um dos melhores filmes do ano de 1984 e para alguns, da história do cinema.

Paris, Texas é uma obra lenta, longa e muito misteriosa. Na realidade o filme é um grande quebra cabeças que vai se solucionando com tranquilidade à medida que o seu roteiro é desenvolvido. Pra ser sincero a lentidão de Wenders pouco me incomodou, pois entendo que nessa obra especificamente a lentidão faz parte da evolução dos personagens e da direção segura do diretor.

 
Cinematograficamente obrigatória aos fãs da sétima arte, o filme  pode se tornar uma obra  apaixonante se conseguirmos captar sua  bela fotografia, sua interessante trilha sonora, uma direção precisa e atuações poderosas. E mesmo aqueles que se sentirem incomodados com a vagareza do filme podem se surpreender com a ótima e humana atuação de Harry Dean Stanton (nunca reconhecido) e a maneira pela qual o roteiro/filme expressa de maneira tão rica a aproximação/relação com o seu filho(Hunter Carson).

sábado, 27 de abril de 2013

Crítica do Filme: Asas do Desejo (1987)**1/2 (Filme Regular)

Direção: Wim Wenders
Gênero: Drama
Elenco: Bruno Ganz, Otto Sander, Solveig Dommartin, Peter Falk.
Sinopse:
Na Berlim pós-guerra, dois anjos perambulam pela cidade. Invisíveis aos mortais, eles lêem seus pensamentos e tentam confortar a solidão e a depressão das almas que encontram. Entretanto, um dos anjos, ao se apaixonar por uma trapezista, deseja se tornar um humano para experimentar as sensações de cada dia.
Comentário: Vencedor do Prêmio de melhor direção no Festival de Cannes e também figura sempre presente na lista dos melhores filmes de todos os tempos, Asas do Desejo é a mais cultuada obra do diretor alemão Wim Wenders, e que apesar da ótima premissa o filme “envelheceu” mal e peca em uma narrativa lenta e carência de grandes momentos de emoção, e que verdadeiramente reflitam suas intenções. 

Outra curiosidade a respeito do filme é que os anjos enxergam em preto e branco para expressar uma  visão "sem emoção" e os mortais em cores.Um dos pontos altos da obra é sem dúvida alguma sua impecável fotográfia e também as atuações de todo o elenco.


Lembro também que o filme foi refilmado em Hollywood em 1998 com o nome de Cidade dos Anjos e foi estrelado por Nicolas Cage e Meg Ryan nos papeis principais, conseguindo o feito de repetir o enorme sucesso da versão alemã (pelo menos com o público).  Confesso que essa refilmagem me emociona muito mais que a versão original, que soa nessa revisão como fria e distante, também culpa das "intelectualizadas" opções do diretor Wim Wenders, que entre elas utilizar uma desnecessária linguagem rebuscada que só mantém cada vez mais essa distancia.