Críticas de Filmes

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quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Crítica: BlackFish: Fúria Animal (2013) ****

Documentário
Direção: Gabriela Cowperthwaite


Sinopse: Em 24 de fevereiro de 2010, a experiente treinadora Dawn Brancheau é atacada pela baleia orca com quem fazia um show no SeaWorld. O caso teve repercussão mundial e levantou questionamentos sobre as condições que os animais viviam em cativeiro e a segurança dos próprios treinadores ao dividirem a mesma piscina com eles durante os shows. O documentário investiga o histórico dos shows com baleias orca nos Estados Unidos, mostrando que acidentes deste tipo não são tão raros assim.

Meu Comentário: Premiado em diversos festivais pelo mundo, indicado ao BAFTA de melhor documentário e tido como um dos mais importantes filmes de 2013, Blackfish é hipnotizante e quase que uma obra obrigatória. O filme consegue conciliar tensão e angustia, como também traz à tona fatos que eu realmente desconhecia e que me deixaram perplexos com a complexidade do desses animais (oscas), assim como sua noção de sociedade e família.

Focando no cativeiro e na história da orca Tilkum, a mais famosa da rede de parques aquáticos SeaWorld, o documentário crítica a forma na qual esses animais são confinados, a forma pela qual são capturados, e até mesmo nas inverdades que essa grande empresa de entretenimento utiliza para continuar mantendo esses cetáceos em cativeiro.

O filme é excelentemente conduzido pela direção de Gabriela Cowperthwaite, e consegue grande êxito em expor suas justificativas com argumentos validos e repletos de credibilidade, além de algumas imagens e depoimentos chocantes, e por vezes comoventes, dos ataques/acidentes ocorridos nesses parques temáticos. Blackfish é realmente um excelente espécime de uma obra documental. obra documental.

domingo, 17 de maio de 2015

Crítica: O Sal da Terra (2014) ***

Direção: Wim Wenders, Juliano Ribeiro Salgado

Meu Comentário: Retratando as obras e a vida do fotografo brasileiro Sebastião Salgado, que alias, é casado com uma capixaba, estudou economia aqui em Vitória e é da região de Aimorés, divisa de Minas Gerais com o Espírito Santo, o documentário O sal da Terra é dirigido por Juliano Ribeiro Salgado, filho do fotografo, e também pelo experiente diretor alemão Wim Wenders.

Poderoso e por vezes chocante, o documentário tem seu ponto forte justamente na exposição das principais fotografias de Salgado, assim como em seus emocionantes relatos. Fora isso, acredito que o filme tenha se perdido um pouco em se abranger entre o Sebastião Fotografo e o Sebastião pai, marido e filho. 

Lembro que o documentário foi finalista em sua categoria no ultimo Oscar, além de ter participado da mostra oficial do Festival de Cannes em 2014.

quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

Lost in La Mancha (2002) ***1/2

Direção: Keith Fulton, Louis Pepe

Finalmente hoje tive a oportunidade e felicidade de assistir a um dos melhores documentários sobre cinema – e da história do cinema. Lost in La Mancha narra os desastres da tentativa do renomado diretor Terry Gillian ( Doze Macacos, Os Irmãos Grimm, O Pescador de Ilusões e Monty Python), em tentar filmar o “projeto de sua vida”, a adaptação cinematográfica do clássico literário Dom Quixote de La Mancha.

O grande aspecto do documentário é dar a oportunidade do espectador estar inserido em vários processos da construção de um filme. Direção, produção, parte artística, atores, e também todos os problemas que a filmagem de uma superprodução orçada em 40 milhões de dólares e realizada na Europa (fora dos estúdios), pode proporcionar.

O filme é fantástico e repleto das mais inimagináveis situações que qualquer grande roteirista nunca ousaria pensar. Outro grande atrativa e a real atuação de grandes nomes do cinema: Terry Gilliam como o diretor que tenta a todo custo “levar as telas um filme que já foi criado e recriado em sua mentes diversas vezes nos últimos 10 anos”. Johnny Depp e Jean Rocheford, que dariam vida de uma maneira mais autoral aos celebres personagens Dom Quixote e Pancho Villa.

A condução do documentário é sensacional, assim como as situações inseridas em sua duração. Se não viu, assista. Lost in La Mancha é amplamente indicado aos apaixonados pelo cinema e por aqueles que buscam saber um pouco mais sobre como funciona a criação e a realização de um filme.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Crítica do Documentário: Salesman-Caixeiro Viajante (1968)***

Direção: Maysles Brothers, Charlotte Zwerin
Gênero: Documentário
Sinopse: O Documentário retrata a vida de quatro vendedores de uma edição de luxo da Bíblia. Abordando viúvas, idosos e os fiéis mais fervorosos, mostra todas as artimanhas usadas para convencer as pessoas a arcarem com tamanha despesa.

Minha Crítica: Salesman – O Caixeiro Viajante é considerado por muitos como um dos dez melhores documentário já filmados em todos os tempos. É também o trabalho mais notório dos irmãos Maysles, responsáveis também por outros dois documentários clássicos: Gimme Shelter(1970) e Grey Gardens(1975).

O filme acompanha quatro vendedores de bíblias que atuam como caixeiros-viajantes e suas artimanhas para convencer clientes que em muitos dos casos, são pouco receptivos, com isso, visualizamos os mais diferentes tipos, abordagens, e engenhosas tentativas de vendas e também de “diferentes” clientes. Tudo sem uma visão mais moral ou tendenciosa, longe disso, a todo o momento e com tamanha naturalidade são expostas todas as relações de tentativas de vendas e os vários motivos para as consequentes negativas dos “supostos compradores.

Resumindo, Salesman é uma profunda e realística abordagem da sociedade americana e principalmente, é uma admirável visão de um comércio tão atuante nos anos 60 e que hoje está em desuso, os caixeiros-viajantes.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Crítica do Filme: O Equilibrista (2008)**

Direção: James Marsh
Gênero: Documentário
Sinopse:
Em 7 de agosto de 1974, o jovem francês Philippe Petit andou durante uma hora sobre um cabo de ferro suspenso entre as duas torres do World Trade Center, em Nova York, sem qualquer equipamento ou rede de segurança. Imediatamente depois, foi preso junto com um grupo de cúmplices, com quem planejou o “golpe” em segredo por oito meses. Retomando materiais de arquivo, o filme reencena o engenhoso trabalho do grupo e entrevista todos os envolvidos neste que ficou conhecido como "o crime artístico do século".

Minha Crítica: Confesso que não sou um grande especialista em documentários, os admiro, tenho em minha cinemateca cerca de 100 títulos (os mais premiados e admirados da história do cinema), mas falta assistir ainda grande parte dessas preciosidades. Então, nessa semana resolvi assistir ao premiado O Equilibrista, que no ano de 2008 não só faturou o Oscar de melhor documentário como também foi selecionado em grande parte das listas de melhores filmes do ano, resumindo, um sucesso por completo.

Mas não foi bem isso que vi no “renomado” documentário, na verdade, O Equilibrista não seria tão ovacionado como foi se não estivesse “camuflado” atrás das torres gêmeas e o catastrófico fim que elas tiveram, reiterando, o documentário é na realidade uma louvação a própria história das torres gêmeas e tenta não deixar implícito tão característica dando notoriedade ao  francês Philippe Petit.

“O Equilibrista” acaba perdendo a atenção do seu espectador por não apresentar durante sua exibição fatos inéditos ou situações que realmente conseguem transmitir a grandiosidade do evento, muito ao contrário, o filme se preocupa em “passar e repassar” a mesma situação ( a tentativa de Philippe em se equilibrar entre as torres gêmeas do World Trade Center), com poucas doses de emoção e uma linha de desenvolvimento que realmente não me agradou.