Críticas de Filmes

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quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Crítica do Filme: O Grande Hotel Budapeste (2014) ****(releitura)

Direção: Wes Anderson.
Elenco: Ralph Fiennes, Tony Revolori, F.Murray Abraham, Adrien Brody, Willem Dafoe, Jeff Goldblum,  Jude Law.


Sinopse: No período entre as duas guerras mundiais, o famoso gerente de um hotel europeu conhece um jovem empregado e os dois tornam-se melhores amigos. Entre as aventuras vividas pelos dois, constam o roubo de um famoso quadro do Renascimento, a batalha pela grande fortuna de uma família e as transformações históricas durante a primeira metade do século XX.

Meus Comentários: O Grande Hotel Budapeste é sem sombras de dúvidas um dos melhores filmes do ano e mais um trabalho brilhante do diretor Wes Anderson, e que merecidamente foi indicado ao Oscar de melhor filme, roteiro e direção.

Um dos grandes méritos do diretor foi conseguir criar sua marca, seu estilo de direção e desenvolvimento, que foi capaz de fazer qualquer espectador mais atento perceber que está assistindo a uma criação sua, e essa é uma característica obrigatória de um grande diretor autoral. E digo mais, são poucos os casos recentes onde essa “assinatura de autor” é nítida, e talvez por isso (e muitas outras coisas), eu considero Anderson um dos melhores diretores de sua geração.

Com base em um roteiro de diálogos impecáveis e situações inimagináveis (onde o sarcasmo prevalece), "O Grande Hotel Budapeste" possui todos os méritos e características presentes em um grande filme (algo que ele é). Sem falar nas interessantes atuações de todo o elenco e nas sempre especiais participações de algumas figurinhas carimbadas nas obras do diretor: Adrien Brody, Ralph Fiennes e Willem Dafoe.

Divertido, inteligente, carismático, surpreendente e magnificamente bem filmado, "O Grande Hotel Budapeste" é uma obra formidável e totalmente indicada para quem aprecia o melhor do cinema.

sábado, 24 de novembro de 2012

Crítica do Filme: Moonrise Kingdom (2012)***1/2

Direção: Wes Anderson
Gênero: Comédia Dramática
Elenco: Bruce Willis, Frances Mcdormand, Bill Murray, Edward Norton, Tilda Swinton, Jared Gilman, Kara Hayward, Jason Schwartzman.
Novamente o diretor americano Wes Anderson surpreende, e mais uma vez surpreendeu com um filme inteligente, divertido e que encanta aos olhos do espectador com seus enquadramentos fantásticos, sua direção de arte e cenários esplêndida e acima tudo, diálogos corrosivos e inteligentes, sua marca registrada.

Para quem não conhece muito a carreira desse “jovem diretor” – mas elogiadissimo –, ele foi responsável por filmes cultuados, premiados e principalmente, conseguiu imprimir uma marca registrada em sua forma de filmar, coisa rara nos dias de hoje. Suas produções têm um visual arrebatador – lembra a longa vista, Pedro Almodóvar no uso de cores “quentes” –, seus diálogos são fantásticos e ágeis – lembrando um pouco o mestre Woody Allen – e outra característica de um grande diretor, trabalha quase que sempre com o mesmo elenco, como os renomados Bill Murray, Frances Mcdormand, Jason Schwartzman, Owen Wilson, além de utilizar roteiros próprios – ou em parceria com Roman Coppola – e que são facilmente associados ao seu método de trabalho. 

Entre os mais renomados filmes do diretor estão a ótima animação “O fantástico Sr. Raposo”, o seu filme mais premiado ,“Os Excêntricos Tenenbaums”, sua revelação para o mundo do cinema, “Três é Demais”, e também o cultuado Viajem a Darjeeling. Acho importante citar que de forma alguma sua carreira é uma unanimidade, ao contrário, seus filmes dividem opiniões e com certa regularidade acaba “errando a mão”, como no incompreendido e “esquisito” – característica dada a seus filmes – “A Vida Marinha de Steve Zissou”.

Em Moonrise Kingdom – cotado para o Oscar de melhor filme –, o diretor volta ao verão de 1965 para contar a inusitada história de dois jovens incompreendidos e pouco convencionais, que após se apaixonarem e trocarem inusitadas cartas de amor resolvem fugir juntos. O casal é composto por Sam( Jared Gilman) – um premiado escoteiro que foge de seu acampamento– e a jovem Suzy ( Kara Hayward), filha de um casal em crise ( Bill Murray e Frances Mcdormand), que ao lado da policia local (Bruce Willis), o escoteiro chefe Ward (Edward Norton), uma assistente do serviço social( Tilda Swinton) e praticamente todos escoteiros da ilha, fazem de tudo para encontrá-los. Isso meio a uma violenta e histórica tempestade, e que acaba fazendo toda já complicada situação seguir rumos cada vez mais estranhos e surpreendentes.

O Filme possui ainda como grande atrativo as atuações de todo elenco – se destacando o segmento infantil de maneira excepcional –, além de uma montagem ágil que utiliza de elementos externos (fotos, mapas, depoimentos) para compor e dar vida a sua história, sem falar na irretocável fotográfia  e seus personagens inteligentes e como sempre complexos, sendo eles responsáveis por diálogos maduros e alguns momentos memoráveis. E foi um pouco de tudo isso que citei que me fez ficar encantado com Moonrise Kingdom, principalmente os aspectos relacionados ao roteiro e a direção de Wes Anderson, e por vezes o filme transmutar entre divertido e emocionante, não tendo como negar sua grande qualidade técnica e a enorme capacidade do diretor em contar de maneira diferenciada uma ótima história. O grande diferencial do filme em relação aos outros grandes filmes do ano é que Moonrise Kingdom é verdadeiramente apaixonante, assim como seus personagens e a bela história de amor que nos conduz pelo filme.

Possíveis Indicações no Oscar: Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Roteiro,  Direção de Arte e Fotografia.
Trailer Aqui