Críticas de Filmes

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quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Crítica do Filme: A Grande Escolha (2014) ***1/2

Direção: Ivan Reitman.
Elenco: Kevin Costner, Jennifer Garner, Tom Welling, Frank Langella.

Sinopse: A equipe de futebol americano Cleveland Browns está tendo uma péssima temporada, e o gerente do time, Sonny Weaver Jr. (Kevin Costner), está ameaçado de demissão. No tradicional dia de contratação de novos talentos, Sonny deve provar ao mundo dos esportes que é capaz de trazer os melhores nomes para a sua equipe.

Meus Comentários: Pra quem não sabe uma das minhas grandes paixões é o futebol americano, talvez o esporte que mais cresce no Brasil. Sou um fã inveterado na NFL (liga de futebol americano), e acompanho semanalmente todos os jogos que forem possíveis. Com isso ficou fácil eu adorar o filme “A Grande Escolha”. Pois o mais interessante é que o filme utiliza os verdadeiros nomes das equipes de futebol americano, assim como possui algumas participações especiais de atletas e dirigentes. Além disso, o filme é protagonizado por Kevin Coster, que costumeiramente declaro ser admirador pois enxergo em suas interpretações uma “verdade” e atuações sempre autenticas.

Agora é claro que cinematograficamente o filme possui muitos méritos, inclusive o considero tão bom quanto “Moneyball” – O Homem que Mudou o Jogo(2011), que foi estrelado por Brad Pitt e disputou o Oscar de melhor filme naquele ano. A grande diferença é que Moneyball homenageia ao baseball, mas ambas as obras são semelhantes em seu ótimo desenvolvimento, seus intrigantes diálogos e na capacidade de captar a essência e a magia de ambos os esportes.

Eu achei o filme realmente fantástico, bem realizado, com um ótimo desenvolvimento de seu roteiro e com uma premissa muito próxima da realidade, resumindo, achei o filme demais e o considero um dos melhores filmes do ano. Méritos também do diretor Ivan Reitman, que já possui no currículo os admirados: Os Caça Fantasmas(1984) e Dave, Presidente por um Dia(1993), mas que a muito tempo estava "devendo" um bom filme.

 E em se tratando de futebol americano, A Grande Escolha ainda não chega ao nível dos meus dois filmes prediletos que abordam o esporte. O genial Um Domingo Qualquer(1999), dirigido por ninguém menos que Oliver Stone e também o ótimo Tudo pela  Vitória(1994), que foi dirigido por Peter Berg.

A Grande Escolha é realmente um grande filme e indico a todos amantes do futebol americano. Entretanto tenho a sensibilidade de identificar que as pessoas que não são conhecedoras do esporte vão ter dificuldade em entender termos e toda mecânica do enredo, mas para quem é admirador do esporte é um filme realmente imperdível.

quarta-feira, 14 de maio de 2014

Crítica do Filme: 3 Dias para Matar (2014) **

Direção: McG
Elenco: Kevin Costner, Amber Heard, Hailee Steenfeld.

Sinopse:
Um antigo agente secreto está à beira da morte. Seu último desejo é reatar com sua filha, com quem perdeu contato há muito tempo. Temendo não ter tempo hábil para encontrá-la, este homem descobre a existência de uma potente droga que pode salvá-lo, contanto que ele aceite um último trabalho.

Meus Comentários: 3 Dias para Matar tinha tudo para ser um grande filme: era estrelado por Kevin Costner (um ator que particularmente gosto muito) e, além disso, o filme possui roteiro de Luc Besson, um dos mais importantes diretores franceses das últimas décadas – que dirigiu o ótimo O profissional(1994) e também o cult Imensidão Azul(1988) –, além de também ter sido responsável pelo roteiro do ótimo thriller Busca Implacável. Tudo bem que a carreira de Besson está em declínio nos últimos anos (não tem acertado quase nada), mesmo assim eu esperava muito mais desse filminho policial com um quê de drama familiar. Fora isso a direção ficou a cargo do especialista em filmes de ação McG (dirigiu as Panteras e possui uma carreira muito irregular), que acaba nem ajudando ou comprometendo o desenvolvimento do filme, pois o seu maior problema está em um roteiro que acaba se revelando sem uma lógica e perdido entre filme policial (de baixa qualidade) e um draminha muitas vezes já retratada no cinema (em alguns momentos se assemelha ao já citado Busca Implacável). Para os que ainda pretendem dar uma oportunidade a essa nova empreitada do trio Costner/ Besson/ McG, posso afirmar que o filme não chega a ser uma total perda de tempo, porém é muito irregular.