Críticas de Filmes

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segunda-feira, 19 de junho de 2017

Crítica do filme: Vida (2017) ****

😲💗 Direção: Daniel Espinosa
Elenco: Jake Gyllenhaal, Ryan Reynolds, Rebecca Ferguson

Sinopse: Seis astronautas de diferentes nacionalidades estão em uma estação espacial, cujo objetivo maior é estudar amostras coletadas no solo de Marte por um satélite. Dentre elas está um ser unicelular, despertado por Hugh Derry (Ariyon Bakare) através dos equipamentos da própria estação espacial. Tal descoberta é intensamente celebrada por ser a primeira forma de vida encontrada fora da Terra, sendo que um concurso mundial elege seu nome: Calvin. Só que, surpreendentemente, este ser se desenvolve de forma bastante rápida, ganhando novas células e uma capacidade inimaginável.

Minha Crítica: “Vida” não é somente um dos melhores filmes de 2017 (se não for o melhor até o momento), como não deve nada aos grandes filmes de ficção científica com a mesma temática. Dirigido por Daniel Espinosa (Protegendo o Inimigo), o filme hipnotiza o seu espectador com uma história envolvente, repleta de tensão e cenas marcantes.

O grande mérito do filme é o roteiro, escrito por Rhett  Reese e Paul Wernick, os mesmos roteiristas de Deadpool (2016). Sinceramente, não posso deixar de comparar “Vida” a Alien – O Oitavo Passageiro (1979), e apesar da grande semelhança, é inegável que a obra não fica devendo em nada ao “clássico inspirador”.


O filme ainda guarda grandes sustos e um elenco competentíssimo, estrelado por Jake Gyllenhaal, Ryan Reynolds e Rebecca Ferguson. E em relação a Calvin, o grande vilão da obra, novamente o cinema cria um grande personagem.

Não há dúvidas que “Vida” também “bebe da mesma fonte” que Vampiros de Almas (1956), O Enigma de Outro Mundo (1982), Enigma do Espaço (2000), Prometheus (2012), mas ainda assim, o filme é original. Não só valorizando o clima de terror, como também as cenas do espaço e, dessa forma, também remete ao excelente Gravidade (2013). A maior prova disso é a abertura do filme, toda feita em um plano-sequência, que apresenta o funcionamento da estação especial.

sábado, 1 de dezembro de 2012

Crítica do Filme: Marcados para Morrer (2012) ***

Direção: David Ayer
Gênero: Policial/ Drama
Elenco: Jake Gyllenhaal, Michael Penã, America Ferrera, Anna Kendrick, Cody Horn, Frank Grillo.

O diretor David Ayer, é um verdadeiro especialista em filmes policiais e principalmente sobre policiais. Normalmente em suas obras são abordados conflitos e questionamentos enfrentados por eles em seu dia-a-dia, tudo buscando passar a idéia de realidade e sempre de maneira bem intensa. Seja como produtor (Dia de Treinamento), roteirista (S.W.A.T e Velozes e Furiosos), ou mesmo diretor(Os Reis da Rua), Ayer sempre consegue com competência, realizar um ótimo trabalho que atinge de maneira muito direta o público e arranca elogios da crítica especializada.

Em Marcados para Morrer, novamente o diretor consegue transmitir toda a qualidade de suas principais obras (Dia de Treinamento e Os Reis de Rua), repetindo a proposta e mantendo o mesmo ritmo alucinante. O filme fala sobre dois jovens policiais de Los Angeles, Taylor (Jake Gyllenhaal) e Zavala(Michael Penã), que arriscam todos os dias suas vidas patrulhando os bairros mais perigosos da cidade. Após uma operação rotineira, os oficiais acabam enfrentando um perigoso cartel mexicano, e isso faz com que se tornem alvos preferenciais dos traficantes, tudo isso meio a importantes momentos em suas vidas, como o nascimento da primeira filha de Zavala e o casamento de Taylor.

A grande riqueza de Marcados para Morrer são seus dois carismáticos personagens centrais muito bem interpretados por Jack Gyllenhaal e Michael Pena (cotados para o Oscar), e a tentativa por parte do roteiro em fugir do convencional. Por momentos você parece estar assistindo a um filme comum ou que já trataram de maneira recorrente os mesmos assuntos e situações (são inúmeros os filmes), mas logo se percebe um diferencial qualitativo quando analisamos de maneira mais coerente as ótimas atuações, o realismo das cenas (com o uso continuo de câmeras amadoras), e sem falar nos seus poderosos minutos finais, que durante todo o momento trouxe a minha memória a cena final do magnífico clássico Butch Cassidy(1969), dois finais antológicos.


Trailer Aqui