Elenco: Daisy Ridley, John Boyega, Oscar Isaac, Mark Hamill, Adam Driver, Carrie Fisher, Andy Serkis, Benicio Del Toro, Laura Dern
Sinopse: Após encontrar o mítico e recluso Luke Skywalker (Mark Hammil) em uma ilha isolada, a jovem Rey (Daisy Ridley) busca entender o balanço da Força a partir dos ensinamentos do mestre jedi. Paralelamente, o Primeiro Império de Kylo Ren (Adam Driver) se reorganiza para enfrentar a Aliança Rebelde.
Minha Crítica: Sou um grande fã da saga Star Wars, principalmente da trilogia original. Na nova trilogia, do começo dos anos 2000, também dirigida por George Lucas, destaco a qualidade e a nostalgia presente em Star Wars Episódio III: A Vingança dos Sith, um dos três melhores da franquia. Falando em nostalgia, esse é o principal ponto que me fez gostar tanto de Star Wars - O Despertar da Força (2015). O filme, que possuía uma trama muito semelhante a Star Wars - Uma Nova Esperança (primeira obra a ser realizada, quarta na contagem atual), é divertido, muito bem realizado e tem uma história poderosa. Já Star Wars - Os Últimos Jedi (2017), não chega a ser uma decepção, mas não é encantador, apesar de possuir alguns momentos memoráveis.
A trama de Os Últimos Jedi possui uma grande semelhança com O Império Contra-Ataca, mas não é uma cópia. E isso é muito legal. Além disso, o líder supremo Snoke, da Primeira ordem, tem uma presença mais importante, e rende uma das melhores cenas do filme.
Os carismáticos personagens, que possivelmente são os grandes responsáveis por todo o sucesso da histórica saga, são ainda mais desenvolvidos nesse sequência, apesar da inclusão de três novos personagens que são totalmente dispensáveis: Laura Dern está muito mal no papel da Almirante Holdo; Benício Del Toro não convence (está forçadíssimo) e a oriental Rose, responsável por uma das cenas mais absurdas e sem lógica do filme (lá no finalzinho), e totalmente clichê.
Também me incomodou o excesso de piadinhas de Luke Skywalker. É impensável um ermitão ficar soltando piadas. Nada a ver com o personagem original. O filme também falha na longa duração (150 minutos), se tornando monótono em alguns momentos.
Como pontos positivos, merecem destaques: as ótimas cenas de ação; o visual (simplesmente fantástico); a forma como a história é desenvolvida em núcleos diferentes, mas consegue se compactar no final; as surpreendentes reviravoltas; o desfecho, caracterizado pelos 40 minutos finais, excelente em todos aspectos; as memoráveis cenas do confronto entre Rey e Kylo Ren (cada vez melhor) e Kylo Ren e Luke (o melhor momento do filme). E também devo mencionar a importante participação da falecida Carrie Fisher, no papel da eterna princesa Leia; John Boyega, no papel de Finn e Oscar Isaa, no de Poe Dameron.
Star Wars - Os Últimos Jedi (2017) não é o melhor filme de toda a saga como alguns estão bradando por aí. Na realidade, em minha concepção, não tem força nem para ser o top 4 (que na minha opinião é formado por A Nova Esperança, O Império Contra-Ataca, A Vingança dos Sith e O Despertar da Força), mas ainda assim, é mais um interessante capítulo do mais importante produto já criado na história do cinema.
